22/07/2020 10:00
Sorrir abre portas. E agora?

Lendo um livro esses dias, me veio à mente algumas reflexões comportamentais inerentes ao sucesso nos relacionamentos, sejam eles corporativos, familiares, de amizade e, porque não, amorosos. Uma teoria de 2010, de Catherine Hankin, aborda os componentes do capital erótico, como a beleza, a sensualidade, a habilidade social, a competência sexual, a fertilidade, elementos democráticos negligenciados em outras épocas, tendo em vista o menosprezo pela elite que monopolizava o capital econômico, social e cultural. Entretanto, nesse momento, um deles requer os holofotes, a habilidade de interação social.

A forma como falamos, o tom de voz, carisma, charme e as nossas expressões são uma verdadeira antítese, nos aproxima ou afasta, ama-se ou odeia-se, atalhos mentais de boas ou más experiências de convivência, lembranças de afeto ou desafeto. Quem sabe? Estamos vivendo um momento delicado, seja nas organizações ou nos relacionamentos pessoais: redução de quadro de funcionários, jornada de trabalho, home office, imersão em ferramentas tecnológicas e o uso de EPIs para o convívio social. Enfim, a pandemia é o assunto do momento e as consequências, uma mudança de vida imediata, desde o uso obrigatório de máscaras, distanciamento social e novos hábitos em uma cultura geralmente permeada de alegria, de acolhimento, de abraços, festas e aglomerados em todos os contextos. Mas e agora?

Na perspectiva de interação e sedução, as atitudes comportamentais nos aproximam. As pessoas se destacam pela agradabilidade, leveza e humor. O sorriso “quebra o gelo”, desmontando qualquer intenção de insatisfação e rudeza. Da mesma forma que o sorriso contagia, ele também “abre portas”, despretensiosamente. Nesse contexto, como sorrir com o uso obrigatório de máscara? Esse item de proteção que virou símbolo dos nossos tempos tirou de cena o que sempre representou o sinônimo de alegria e receptividade, o sorriso. Mais do que nunca, os olhos assumem um papel protagonista no cotidiano.

A linguagem corporal compõe um fator determinante de sucesso nas relações e nos negócios, bem como a atitude positiva e a vivacidade são características que ressaltam a sociabilidade, a aceitação e nos faz ser lembrado e querido. Em tempos de construção de um “novo normal”, o diferencial comportamental deve ser potencializado, principalmente, no cenário atual de sobrevivência, resiliência e empregabilidade. Atitudes como presteza, atenção e simplicidade, além de educado, se sobressaem ao indiferente e superficial.


Cibelli de Sá Pinheiro Nobre é doutoranda em Ciências Sociais, mestra em Antropologia e em Economia, especialista em Gestão de Marketing e formada em Administração de Empresas. 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

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