15/06/2020 12:50
Prática de atividade física em tempos de isolamento social
Foto: Divulgação

A promoção e prevenção da saúde se torna fundamental, exigindo uma ação antecipada, com o objetivo de alcançar níveis gerais de saúde e bem-estar e o controle da redução de risco, tendo como base o conhecimento epidemiológico moderno e a garantia da prática de atividade física. Estudos têm reforçado a necessidade de a população continuar ativa fisicamente, mesmo no contexto atual de pandemia.

Suspender a prática de exercícios por duas semanas já é suficiente para desenvolver o que os cientistas chamaram de “perturbações metabólicas”, como o aumento do nível de açúcar no sangue, a diminuição da sensibilidade à insulina, as alterações nos níveis saudáveis do colesterol, além da perda da massa muscular nas pernas e acúmulo da gordura no abdômen.

Essas consequências se mostram mais penetrantes e persistentes em indivíduos idosos. Alguns apresentam importante mudanças no tecido muscular indicando que podem perder massa muscular, e alguns passam a apresentar diabetes do tipo 2 após o período de inatividade. O mais agravante é a constatação das metabólicas indesejáveis não serem revertidas por completo após duas semanas de movimentação normal.

É importante atentar que o estado de confinamento durante a pandemia da Covid-19 que perdura desde março de 2020 irá contribuir para o agravamento da saúde da população. A obesidade é a condição crônica que mais leva pessoas a serem hospitalizadas pelo novo Coronavírus. De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, essa doença crônica estava mais presente nos óbitos de jovens que nos de idosos. A inflamação gerada pelo excesso de peso seria a grande responsável pelas complicações nesses indivíduos, sendo a utilização da ventilação mecânica mais necessária entre os obesos graves.

Nesse caso, é importante a prática de atividade física no sentido de colaborar de maneira efetiva para a redução do acúmulo de gordura corporal, além de ser eficaz para a melhora do papel do sistema imune e ser uma contramedida aos efeitos negativos do estresse do confinamento e isolamento.

 

Andréa Benevides é doutora em Educação e mestra em Saúde Pública

 

 

 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

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