12/02/2020 10:00
A lição do país das startups

Tentar entender Israel de longe, na perspectiva de país, considerando sua extensão territorial e número de habitantes, é limitante. Difícil para nós brasileiros o entendimento sobre como um território localizado no Oriente Médio, com área total de pouco mais de 20.000 km2 de extensão, tamanho aproximado ao do estado de Sergipe; com 9 milhões de habitantes, consegue aplicar uma cultura de inovação tão poderosa a ponto de atrair as empresas mais importantes do mundo para si e figurar entre as nações mais desenvolvidas do mundo economicamente.

Para se ter uma ideia, cerca de 7 mil startups são desenvolvidas e negociadas no país anualmente, resultando em soluções e negócios replicados mundo afora, o que torna Israel, hoje, "a nação das startups". Foram os israelenses os responsáveis por tecnologias comuns ao nosso dia a dia. O waze, aplicativo que revolucionou e tanto facilita o nosso deslocamento, é um exemplo. O tomate - cereja, comumente visto nas prateleiras dos supermercados, também nasceu em Israel, a partir da experiência de geneticistas botânicos, para não citar outros tantos exemplos. Visitando o país e grandes empresas lá sediadas, como a Microsoft, que inclusive mantém lá um centro de pesquisas, pude constatar que Israel é, sem dúvida, um local que pensa e cria o tempo inteiro. É fato. Entretanto, o grande segredo está no propósito de tudo o que é criado: melhorar a vida das pessoas através da tecnologia. Eles simplesmente encontram o problema e criam a solução para esse problema.

A cultura da necessidade, a qual eles estão acostumados por fatores históricos, dadas as suas condições geográficas, escassez de recursos naturais, conflitos territoriais e religiosos, o tornou um local propício para o empreendedorismo. E esse processo se tornou natural, um verdadeiro propósito para os israelenses. Facilitar a vida da população vem acima do lucro, inclusive. Porque tudo, de fato, acontece a partir da descoberta de um propósito. Um exemplo para países, empresas e pessoas. Fica a lição.

Patrick Lima é CEO do Grupo CSI.

 

 

 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

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