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Francisco Custódio: essência em mídia

Publicado em 23/04/2019 às 11:52
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Durante sua passagem por Fortaleza para participar da quinta edição do evento Imprimindo Ideias, Francisco Custódio recebeu a nossa equipe para uma entrevista exclusiva. O diretor-geral de mídia da Africa venceu a edição 2019 do Prêmio Mídia do Ano, uma das categorias do Desafio Estadão Cannes. Acompanhe a seguir:

Como se sentiu ao ser eleito o Profissional de Mídia do Ano?

Estou super feliz por ter recebido o Prêmio Mídia do Ano, pois é algo consequência de uma escolha muito seletiva. Três profissionais são eleitos para concorrer a esse Prêmio. Depois, a partir disso, tem a escolha dos próprios profissionais do mercado, que acabam escolhendo o vencedor. E eu estou super feliz por ter sido o vencedor!

Esse reconhecimento junto à quinta edição do Imprimindo Ideias...

Foi uma coincidência por conta de a gente já estar trabalhando para o Imprimindo Ideias. Então, foi uma coincidência boa. Quanto ao evento, destaco a convergência das mídias, o que fica, o que sai. Na verdade, tudo fica, né?!

As mídias sociais ficam?

Não só as mídias sociais. Mas o digital como um todo. Acho que agrega para todos os meios. É um meio onde conseguimos ser muito assertivos nas escolhas. É um meio onde conseguimos sentir muito o pulso do consumidor, principalmente através das novas plataformas, através das quais descobrimos o que as pessoas estão fazendo, onde as pessoas estão se engajando efetivamente.

É um meio que agrega...

É um meio onde a gente consegue ter muita medida sobre o que está sendo investido, sobre o que está sendo visto. Então, posso dizer que é um caminho sem volta e que está profissionalizando muito o mercado, principalmente por essas questões de métricas. Os clientes estão cada vez sendo mais exigentes e querendo saber o que efetivamente está sendo investido e o que está dando retorno.

Para você, quais as vantagens do digital?

O digital permite que a gente chegue a essa equalização possível. Acho que, paralelamente, o digital também promove outros meios. Temos atualmente uma mídia exterior trabalhando no formato de programática.

Voltando a falar de sua premiação, você já foi para Cannes?

Eu nunca fui para Cannes. Ia há cinco anos. Mas tive um problema pessoal e acabei não indo. Mas, agora em 2019, se Deus quiser, estarei lá para conferir o evento. Apesar de o Brasil ter crescido muito nos últimos anos no consumo de mídia digital, nós somos um país que ainda não chegou na totalidade de sermos 100% digital, principalmente pela questão de banda larga e de acesso à internet.

A nossa realidade é diferente do restante do mundo?

Com certeza, a gente vive uma realidade diferente do que ocorre em outros países do mundo, onde o consumo de televisão, por exemplo, é quase 100% digital. Então, consigo fazer uma compra de mídia no meio TV praticamente com a mesma eficiência que eu compro uma plataforma digital e programática. A gente está no caminho. Mas é uma questão de maturidade mesmo. Não só das pessoas, mas também da questão de infraestrutura do País mesmo. Pelos painéis que já participei fora do Brasil, acho que estamos bem. Somos sempre muito premiados no Festival de Cannes. Já ganhamos, nós lá da África, um Grande Prêmio.

Qual sua avaliação sobre a forma como somos vistos sobre isso lá fora?

O Brasil tem uma representatividade muito boa e é muito respeitado. E os profissionais brasileiros são super requisitados lá fora. Os profissionais de comunicação e propaganda estão sendo muito buscados lá fora, principalmente pela nossa formação mais múltipla, por conta da nossa realidade mais diversa. Facilita muito para a gente o fato de nós sermos multiculturais. Aqui no Brasil, temos um modelo de agência em que tudo funciona em um mesmo lugar.

E lá fora?

Fora do Brasil, a gente tem modelo de planejamento e criação em um lugar, mídia em outro lugar. Aí, muitas vezes, quando se vai fazer a convergência, a convergência não ocorre muito. Quando a gente chega lá fora, a gente é muito mais múltiplo, muito mais diverso, a gente participa do processo do começo ao fim e não apenas em uma pequena parte dele. Principalmente com a questão do digital, onde cada um é especialista em alguma coisa. Mas a questão da multiplicidade do modelo brasileiro de comunicação é incrível e respeitada no mundo inteiro.

Para finalizar, como analisa os grupos midiáticos que fazem essa convergência?

O que a gente está vendo na maioria dos grupos de comunicação, como o Grupo Cidade aqui em Fortaleza, é essa convergência. Essa forma de otimizar time, otimizar conteúdo. Tudo mais inteligente, mais rápido e alcançando diversos públicos.

Esse é o caminho?

Sim, acho que esse é o caminho, o mais rentável para as empresas e o mais eficiente, principalmente do ponto de vista de agilidade de colocar as coisas no ar.


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