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Renata Pinheiro aborda o mundo da moda

Publicado em 11/07/2018 às 16:51
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Renata Pinheiro recebeu nossa equipe para uma descontraída entrevista, onde falou sobre carreira, moda, estilo e elegência. “Chique, para mim, sempre foi um adjetivo sinônimo de elegância! E elegância é saber se expressar através da moda que se usa e comportamento que traz consigo de uma maneira que a torne marcante, sendo discreto ao mesmo tempo. Trajar uma roupa elegante parece bem fácil quando se pode pagar por ela”, opinou. Confira a seguir:

Quando e como surgiu a Maison Giverny?

Um sonho que atravessou toda a infância. Acho que a Maison Giverny sempre existiu dentro de mim, e, na hora certa, coloquei em prática um sonho antigo.

Quais os objetivos da sua loja?

Meu objetivo nunca foi os números. A ideia inicial da Giverny perdura até hoje: aliar a qualidade da peça vendida ao serviço oferecido no pós-venda. Hoje, tenho um ateliê que trabalha com extremo zelo e responsabilidade. Nosso atendimento é personalizado, de verdade, não é estratégia de venda. Quem passa pelo nosso atendimento sabe disso.

Foram muitas as dificuldades enfrentadas desde o início do seu negócio até agora? Quais?

Várias! Vivemos num país de extremos. Infelizmente, trabalhamos para uma minoria. A democratização da moda não significa fazer moda com qualidade para todos. O mercado fast fashion oferece informação de moda para todos os bolsos, mas a qualidade obviamente será comprometida. Trabalhar com o que existe de melhor no mercado tem seu preço. Mas o brasileiro é criativo, e a mulher brasileira, extremamente vaidosa. O período mais difícil foi entre 2011 e 2015, quando vi marcas de fornecedores extremamente competentes fechando suas portas. A indústria nacional enfraquecida. Nós, do varejo, sentimos o enfraquecimento do comércio. Quem resistiu à crise se reinventou. Aprendemos a vencer a crise com criatividade, trabalho, paciência e, principalmente, gratidão. Não tenho do que reclamar, muito pelo contrário. Com uma listagem de clientes incrivelmente satisfeitas com o nosso trabalho, me sinto realizada. 

Agora, cita as principais lições que tirou ao longo da vida profissional? 

Valorizar a cliente sempre! Num mercado competitivo, ela escolheu estar na Maison Giverny. Minha equipe me representa, busco estar perto de pessoas e formar equipes que estejam na mesma sintonia. Aprendemos muito com as pessoas que estão diariamente conosco, essa troca é muito rica para a empresa e para vida. 

Há pouco tempo, você mudou de espaço. O que pode falar sobre o novo local?

Um local com astral maravilhoso! A Maison Giverny continua a mesma, com mesmo serviço, padrão de produtos. A mudança de endereço partiu da necessidade de extensão de horário de funcionamento. No endereço anterior, a vizinhança era predominantemente residencial. Meu horário de funcionamento era restrito. Hoje, em um shopping mall, conseguimos a atenção de clientes que passam pela calçada despretensiosamente e acabam por virar clientes assíduas, além da maior sensação de segurança.

Vocês são conhecidos por serem revendedores exclusivos da grife Vitor Zerbinato em Fortaleza. Isso te traz algum diferencial?

Claro. A marca Vitor Zerbinato tem uma presença forte no mercado pelo estilo marcante. A marca, mesmo considerada de luxo, não perdeu seu foco e estilo em todos esses anos em que ela está no mercado. Por isso, ela é referência para a Giverny e para todas as mulheres que se interessam pela moda brasileira. Inclusive participa da Tranoi na semana de moda de Paris.

Além de empresária, você é casada e tem três filhos. Como divide o tempo entre família, trabalho e lazer?

Nem eu mesma sei (risos). Tenho uma equipe muito competente, e, como o trabalho é bem personalizado, meus horários de atendimento são agendados. A loja funciona no horário normal do shopping, de 9 às 20 horas, com toda coleção pret-à-porter. Para pedidos e peças sob medidas, faço atendimentos personalizados e por hora marcada. Assim, consigo aliar o dia-a-dia profissional com minha rotina diária de mãe e esposa. Obviamente que, no atual momento, o lado mãe é o que predomina, meus filhos são pequenos e precisam de uma atenção e demanda especial.

Quais suas principais referências e influências profissionais? 

São várias referências! Lembro que, pequeninha, vi na mídia um desfile Valentino, e aquele momento me marcou bastante. Um vestido longo vermelho e com uma cauda imensa. Nem imaginava que, no futuro, iria trabalhar predominantemente com vestidos tão parecidos com aquele. 

Como cuida do corpo e da mente? É uma mulher vaidosa? 

Malho muito pouco. Sei que estou devendo a mim mesma uma rotina mais disciplinada de exercícios. Vou cumprir (risos). Acho que sou vaidosa na medida. No momento, acho que menos do que deveria. Evito pegar sol, exceto quando meus filhos me pedem aquele banho de mar. Não sou adepta a cirurgias plásticas por medo mesmo. Mas, se algo me incomodar demais a ponto de não resolver com dieta e academia, posso mudar de ideia. 

Para você, o que é ser uma mulher chique?

Chique, para mim, sempre foi um adjetivo sinônimo de elegância! E elegância é saber se expressar através da moda que se usa e comportamento que traz consigo de uma maneira que a torne marcante, sendo discreto ao mesmo tempo. Trajar uma roupa elegante parece bem fácil quando se pode pagar por ela, mas comportamento elegante... Ah, este está bem difícil no momento. Se vendessem, eu iria dizer que, no momento, está faltando nas prateleiras. Esse excesso de exposição em rede social, acho tudo muito exagerado.

O que gosta de fazer nas horas livres?

Curto cada minuto livre ao lado da minha família. Melhor programa.

Quais suas marcas e estilistas preferidos?

Valentino, Alexander McQueen, Karl Lagerfeld.

Como define atualmente o mercado de vestidos de festa no Ceará?

Está bem cheio e segmentado. Mas temos excelentes opções, tanto para venda como aluguel.

De que maneira lida com a concorrência?

Maneira muito tranquila! Acho sensacional quando uma cliente chega indicada por um concorrente. Nesse momento, penso: “a ética valeu a pena”. Na verdade, sou fã de duas lojas que estão há bastante tempo no mercado e, sempre que não posso atender a cliente, indico as mesmas com muita consideração e respeito, pois sei que o sol nasceu para todos.

O que é necessário ter para você considerar uma loja de vestidos como perfeita?

Precisa de muito. Ainda estou em busca dessa perfeição. Nem sei se existe, mas a busca por ela nos traz aprendizados diários, e isso é muito bom.

Existe o look perfeito? Qual?

Existe, sim, aquele que te traz felicidade, confiança, autoestima para encarar o dia. Independente de marca ou preço, usar aquilo que te faz bem.

Como define a importância da sua família na sua vida?

Projeto de Deus, minha prioridade, me sinto realizada e grata a Deus por Ele ter me proporcionado realizar esse sonho.

Para você, o que causa frisson?

Causa frisson ver alguém ajudando o próximo. Vivemos em um mundo tão egoísta... Fazer o bem faz bem!

Quais seus maiores desejos para o futuro?

Criar meus filhos com a melhor influência que eu puder oferecer e fazer deles cidadãos de bem. 


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