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Stella Targino detalha trajetória empresarial

Publicado em 21/05/2018 às 19:23
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A empresária Stella Targino, leia-se Take a Nap, é a entrevistada da semana da nossa coluna. Ela nos revelou detalhes de sua atuação profissional. “A gente não pode oferecer sempre a mesma coisa. Oferecer a roupa de dormir, sim, mas com uma nova roupagem, com uma cara diferente. No momento, por exemplo, a gente tem buscado muito a brincadeira entre os membros da família, o lado lúdico das peças com patches”, afirmou. Confira a seguir:

A Take a Nap está há 30 anos atuando no ramo de roupas de dormir. A quê atribui o sucesso da empresa?

Eu atribuo a duas questões, primordialmente. A primeira é a questão da diferenciação, pois a ideia inicial da empresa sempre foi ter estampas atrativas e podendo ser personalizadas. Tudo que é diferente e inovador tem o condão de ser sucesso. Então, desde que a Take a Nap existe, nós trabalhamos a inovação dentro do que a gente faz. No mundo competitivo em que estamos inseridos, se você não inova, fica para trás! Isso é um norte para nós: buscamos sempre ser diferentes. A segunda questão, acredito que está relacionada à administração da empresa. Internamente, sempre muito bem trabalhada e, portanto, muito bem sucedida. Lógico que sempre há o que fazer, pois empresa é um organismo dinâmico. Desde 2009, trabalhamos com consultoria dentro da empresa e, com essa consultoria, nós aprendemos muito! Estamos sempre focando nos principais problemas da empresa, com planejamento estratégico... E essa administração, tanto financeira quanto nas demais áreas, tentando inovar não só nos produtos como também na gestão da empresa, isso, junto com a diferenciação, vem nos mantendo bem-sucedidos no mercado.

Quais as principais dificuldades superadas em sua trajetória?

Uma das principais dificuldades com certeza foi quando passamos de pequena para média empresa. Apenar de nos prepararmos para isso, na prática, a carga tributária do nosso País é muito alta, então, foi muito difícil. Onde a gente teve que se reinventar, se rebolar mesmo, e procurar o melhor caminho. Acredito, inclusive, que essa não é uma questão só nossa. É muito complicado ser empresário no Brasil, mas, graças a Deus, e graças à força do nosso trabalho, conseguimos superar esse momento difícil.

Fala um pouco sobre a sensação de estar à frente da empresa idealizada por sua mãe e que tem uma clientela apaixonada por suas criações?

Primeiro de tudo, é uma honra, para mim estar aqui 33 anos depois que a minha mãe começou tudo, com a delicadeza das artes dela, com a criatividade que ela tem, e a gente mantém isso consolidado, com a empresa forte, em movimento e com projetos e ações ainda pela frente. Minha mãe, hoje em dia, tem 72 anos e ainda vem diariamente à empresa. Os nossos gostos são muito parecidos, então, o trabalho flui muito fácil. Até hoje, apesar de eu ter uma equipe de criação maravilhosa, (diga-se de passagem, com meninas que me dão um super apoio, em um ambiente em que a gente super se entende) tem coisas que eu ainda quero a opinião dela, que eu quero que ela ponha para fora a sua criatividade. Então, além de uma honra, é muito prazeroso. E, quanto à minha clientela, eu já passei por todos os setores dentro da empresa... Quando a empresa era menorzinha, eu mesma vendia, eu mesma era o caixa. Então, eu tive muito contato com minhas clientes, essa troca com elas é muito rica. Quando eu posso, ainda hoje, eu vou para perto delas.

De que maneira a Take a Nap busca se diferenciar das demais marcas?

Uma das respostas é inovação. A gente não pode oferecer sempre a mesma coisa. Oferecer a roupa de dormir, sim, mas com uma nova roupagem, com uma cara diferente. No momento, por exemplo, a gente tem buscado muito a brincadeira entre os membros da família, o lado lúdico das peças com patches... Temos também nossa linha de histórias de ninar, que vai acompanhando na peça um QRCODE que, ao ser lido, dá acesso a uma historinha, feita pela ilustradora Li Mendes exclusivamente para a Take a Nap, onde os elementos da história estão contidos na estampa do pijama, criando essa interação com o meio online e tornando a hora de dormir mais prazerosa. Basicamente é isso, buscamos sempre inovar e fazer coisas diferentes. Não só nos produtos como também internamente, na nossa gestão. Já fomos, por exemplo, três vezes finalistas do prêmio nacional de inovação no que se  refere à gestão interna da empresa. É assim que nos diferenciamos dos demais.

Como se dá o processo de fidelização do público?

Hoje em dia, nesse mercado competitivo em que a gente está inserido, não é tão simples. Um cliente pode estar contigo há muito tempo, sempre comprando os seus produtos, mas, dia após dia, a gente tem novos entrantes no mercado. A gente compete o público que dá presentes. As pessoas compram para presentear outras pessoas. Nesse aspecto, a questão da fidelização torna-se mais complexa. Algo que agrada hoje pode não agradar amanhã. Por isso, eternamente você tem que buscar entender o que seu cliente quer hoje. Nisso, novamente, entra a inovação do produto, para que o cliente não canse do que você faz, ele precisa se sentir sempre surpreendido positivamente. Conseguindo isso, é possível manter os clientes sempre perto. 

De que forma ocorre a atualização dos produtos comercializados pela Take a Nap?

Em todas as nossas coleções, tanto nas maiores quanto nas coleções cápsulas, a gente tenta modificar um pouco nosso mix de produtos, mantendo sempre o que está em alta, por serem coisas que as pessoas pedem para ficar. Isso nos dá sempre cara de novidade.  Também damos novas caras às estampas sempre, colocando-as em lugares diferentes, usando apliques. Trazendo sempre elementos diferentes em todas as coleções, para que as pessoas sintam que o nosso produto é aquele que atende a elas mas de cara nova.

Quais as principais referências artísticas que influenciam os seus produtos?

A gente não tem necessariamente uma referência artística. Às vezes, por conta dessa eterna novidade e da eterna inovação, a gente sente dificuldades e pensamos: "meu Deus, o que vamos fazer dessa vez?". Então, a gente tenta se inspirar em tudo que está acontecendo na nossa frente. A gente sempre faz duas viagens anuais para tentar respirar novos ares, sair da empresa, ver vitrines e pegar inspirações. Recentemente, minha mãe fez uma viagem para a África, passou 20 dias fazendo safaris, vendo bichos, vivenciando. Então, ela trouxe isso para a gente, e nós já usamos nessa coleção em que a gente fala de quatro continentes, a Pelo Mundo.

Nos últimos anos, a empresa lançou linhas de decoração, baby e plus size. É uma estratégia de expansão do perfil da grife?

Tanto é uma estratégia de expansão como também é um atendimento da expectativa do nosso cliente. Além de ser uma estratégia de diferenciação. Nós já tínhamos produtos de bebês, mas alguns clientes nos pediam por mais, nos indagavam "Quero que meu enxoval seja feito pela Take a Nap!", então, claro que nós atenderíamos. E o plus size é um mercado enorme e muito pouco atendido, abraçamos ele também.

A linha de Festa do Pijama também é um dos sucessos da Take. Como vocês trabalham nos eventos?

A festa do pijama é um sucesso! Graças a Deus, é um projeto muito bem sucedido... E é uma diversão para nós também. Muita gente não sabe, mas a gente faz os eventos tanto alugando nossas cabaninhas com pacotes específicos para quem quer fazer a festinha do seu filho. Como a gente também vende as cabaninhas nas lojas físicas e na loja virtual. Para as festas, nós temos diversos pacotes: básico, intermediário e elaborado. Isso para atender bem a cada tipo de necessidade, seja para quem quer uma mini noite do pijama só com as cabaninhas, seja para quem quer uma super-mega festa com muitos convidados e cabanas, colchonetes, tapa-olhos, pijamas e kits de travesseiro com lençol. Nós atendemos a todos da melhor forma possível. Temos também alguns diferenciais que fazem nossa festa do pijama ser única, como por exemplo o colchão fofura, um item super bacana, desenvolvido por nós, que só a Take a Nap tem no mercado. Nossa decoração também é exclusiva, personalizada com fotos da criança e dos seus amiguinhos. Às vezes, até eu mesma vou decorar festas. Para mim, é um prazer receber o feedback dos clientes olho no olho. Ver o rostinho da criança encantada com aquilo e ouvir frases como "Tia, era o meu sonho uma festa assim!". Uma das questões mais legais da festa do pijama (e isso também se aplica à nossa linha de enxovais) é que a pessoa vem com uma ideia de tema na cabeça, e a gente pode desenvolver uma estampa exclusiva para a festinha do jeito que a pessoa quer. Então, é um prazer quando a gente desenvolve isso do zero, mostra para a cliente e ela se encanta. É uma satisfação atender esses desejos e deixar tudo como o cliente imaginava.

Há mais algum projeto de expansão para breve e que possa nos revelar em primeira mão?

Há, sim! É um projeto lindo, maravilhoso, para super breve, mas que, infelizmente, a gente ainda não quer revelar. Então, deixo aqui o gostinho de quero mais no ar. Temos certeza de que todo mundo vai gostar e que será um sucesso!

Agora entrando mais no âmbito pessoal. De que maneira divide o tempo entre trabalho, família e lazer?

Essa é uma resposta difícil de dar. Acho que é uma questão de toda mãe nos dias atuais que trabalha, que luta para continuar presente na vida do seu filho e que também não quer esquecer sua vida fora do trabalho e fora da maternidade, né?! Eu tenho algumas coisas que estabeleci e que realmente tento seguir, a não ser com algumas exceções, claro. Basicamente não abro mão dos momentos com meu filho lindo que já está com 7 anos, numa fase maravilhosa. Todos os dias, eu o deixo na escola, três vezes na semana eu pego ele após a aula. Isso, para mim, é um prazer, até porquê eu sei que já já isso será um "mico" para ele, né? Logo logo, ele vai crescer um pouco e não vai dar mais valor a isso, não vai querer. Minha família, de maneira geral, é enorme, me dou muito bem com todos eles. Tento também estar presente em todos os eventos. Tudo isso sem atrapalhar meu trabalho. Estou na empresa diariamente, mas tem algumas coisas que realmente eu não abro mão. A gente tem que se esforçar para fazer isso, senão o trabalho acaba te engolindo. Essa é uma luta pessoal minha, diária. Eu acredito que estou conseguindo vencê-la. 

O que gosta de fazer nas horas livres?

Gente, eu amo o ar livre, digamos assim. Então, eu detesto shopping, detesto lugares fechados. Gosto da natureza desde sempre. Gosto de esportes: jogo tênis, ando de bicicleta, velejo. Amo o mar! E foco nessas coisas que me fazem um bem enorme. Procuro ficar rodeada pelos amigos, família. Isso é o que eu mais amo na vida. Além de viajar, que é outra paixão, pois além de relaxar e vivenciar novas culturas, respirar novos ares e me fazer um bem enorme, ainda trago inspirações e experiências para o trabalho na Take a Nap.

Como cuida do corpo e da mente? Você se considera uma mulher vaidosa?

Não! Eu não sou vaidosa, não me considero. Entre eu, mamãe e Maria Inês, minha mãe é de longe a mais vaidosa! Eu e minha irmã não somos muito. Para cuidar do corpo e da mente, eu faço exercícios, isso me faz muito bem e eu realmente gosto. Não faço academia, acho muito monótono, muito parado, não gosto. Eu sou uma pessoa muito elétrica, então gosto de esportes! Meu mecanismo de colocar o stress para fora é o tênis, a bicicleta, velejar... Estar próximo à natureza faz bem para o corpo e a mente. Já fiz yoga, mas, no momento, não estou fazendo. Acredito que essa parte do exercício é o que me mantém bem. Além dos amigos, da família e das minhas viagens. 

Como espera que esteja sua vida pessoal e profissional em 2020?

Eu tenho um grande sonho pessoal que eu espero realizar. Não sei se até 2020, mas acredito que muito próximo disso. Está nos meus planos. Eu tenho o sonho de passar alguns meses da minha vida viajando com meu filho em alguns lugares do mundo. Queria muito dar essa experiência para ele e compartilhar desses momentos com ele. Então, eu espero que a minha vida profissional esteja um pouquinho menos agitada, um pouco menos atribulada para que eu consiga realizar esse grande sonho da minha vida. 


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