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Ethel Whitehurst protagoniza sucesso artesanal

Publicado em 04/05/2018 às 23:55
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A entrevista da semana é super especial. Traz consigo a garra, a coragem e o afeto de alguém que uniu o talento com a determinação no meio artesanal. Fomos conversar com a empresária Ethel Whitehurst sobre a carreira e vida pessoal. “Desde quando comecei o meu negócio em 1976, a qualidade do produto era prioridade, e o design das peças feitas por mim sempre fez o diferencial. A variedade nas coleções sempre encantou as nossas clientes que continuam fidelizando a nossa marca até os dias de hoje”, afirmou. Confira a seguir:

O que culminou em sua entrada ao mundo do artesanato?

A minha vinda do Rio de Janeiro para o Ceará em 1969, quando eu tinha 15 anos, foi por conta da minha mãe, Yara, já trabalhar com a comercialização dos enxovais do Ceará lá no Rio desde 1960. Em 1969, ela e eu viemos morar aqui, ela passou a produzir camisolas com bordados à mão e rendas, e eu ajudava a minha mãe nos desenhos e produção. Eu estudava no Colégio da Imaculada Conceição e, nas horas vagas, adorava fazer desenhos para as bordadeiras produzirem à mão. Então, já são 49 anos que o artesanato está na minha vida.

Como define sua atuação na confecção de roupas infantis e enxovais de berços?

Em 1971, eu casei e comecei a produzir sozinha em casa camisolinhas infantis e, pouco a pouco, fui aumentando a variedade de produtos, como as Blusas do Ethel, que, desde 1980, comecei a exportar e participar de feiras nacionais, como a Fenit. Depois, passei a produzir vestidos infantis, mandriões de batizado e cama, mesa e banho. O mercado é que me fazia crescer: os clientes solicitavam, e eu produzia. Hoje, a nossa produção é vendida para muitos estados do Brasil e países do exterior. Na nossa loja varejo em Fortaleza, a Yamor da Ethel.

De que maneira avalia a produção cearense de enxovais e looks infantis?

Hoje, temos várias confecções nesse segmento, e todos que eu conheço de excelente qualidade. A nossa cidade é privilegiada por ter a mão de obra para essas confecções.

Como trabalha para fidelizar sua clientela?

Desde quando comecei o meu negócio em 1976, a qualidade do produto era prioridade, e o design das peças feitas por mim sempre fez o diferencial. A variedade nas coleções sempre encantou as nossas clientes que continuam fidelizando a nossa marca até os dias de hoje.

De que forma lida e contorna a concorrência?

Eu nunca tive essa preocupação. Penso que tem mercado e clientes para todos e me dou muito bem com as pessoas que trabalham com artesanato.

Qual o maior prazer de trabalhar confeccionando também produtos de cama, mesa e banho?

O prazer e a motivação são os mesmos em tudo que produzimos. Tudo é feito com muito amor e dedicação.

Como cuida do corpo e da mente?

Do corpo, nem tanto, falta tempo e não gosto muito de ginástica e academias, mas faço acupuntura shiatsu. Da mente, eu cuido com minhas orações, minha fé em Deus e muitos pensamentos positivos.

O que mais gosta de fazer nas horas livres?

Nas horas livres, estou sempre em casa, lendo ou cuidando da casa mesmo.

Como administra o tempo entre trabalho, lazer e família?

Com serenidade e tranquilidade, Deus vai organizando as minhas horas do dia e dá tudo certo.

Suas produções são finas e extremamente requisitadas pela alta sociedade, onde é referência. Como se sente com tamanho sucesso?

Desde quando comecei a Yamor da Ethel, me dediquei a fazer da melhor qualidade possível e isso não é fácil quando trabalhamos com bordadeiras e rendeiras do interior do nosso Estado. Então, foram necessários muitos anos de treinamento viajando para várias cidades para ter a mão de obra qualificada e fiel.

Como administra os percalços e as dificuldades do cotidiano?

Nesses mais de 40 anos, de artesã à empresária, foram muitos os percalços e muitas as dificuldades, mas eles nunca foram encarados como insolúveis. Para tudo, se tem uma solução. Para isso, precisamos de coragem, trabalho e muita fé em Deus.

Quais as principais lições de vida ao longo de sua carreira profissional?

As lições de vida durante a minha carreira profissional são muitas. Já passamos por muitas crises no setor da moda e confecção, mas sempre procuramos consultorias, capacitações e cursos para superarmos tudo com tranquilidade. Tivemos muitos momentos bons e felizes nesses anos de trabalho com o artesanato. A partir da minha experiência com o artesanato, fui convidada por várias instituições para dar consultoria nessa área. Foram momentos muito importantes na minha vida aqui no Ceará, trabalhei em mais de 30 municípios e em mais seis estados do Nordeste. Bahia, Sergipe, Alagoas, Parnaíba, Rio Grande do Norte e Piauí, nas mais diversas tipologias, cerâmica, palha de carnaúba, cipó tecelagem, crochê renda de bilro, renda filé labirinto, bordado à mão e a maquinas. Essa experiência me deu mais força para o trabalho porque vi a mudança na vida das pessoas, e isso é muito gratificante, nos deixa feliz. Hoje, faço parte do grupo Mulheres do Brasil e sou a líder do grupo do artesanato. Iniciamos um projeto, em maio de 2017, em Aquiraz, com as rendeiras de bilro, e isso fez mudar para melhor a vida delas e de suas famílias. Em 2018, nosso projeto cresceu e vamos fazer muito mais.

Para finalizar, quais as expectativas para os próximos cinco anos?

As minhas expectativas são sempre otimistas. Não penso nem sinto crise, que existe, mas eu me concentro em coisas positivas nos negócios, na minha vida familiar e afetiva. Então, para os próximos cinco anos, acredito que tudo vai estar melhor do que hoje. Vou me dedicar ainda mais à minha Yamordaethel e aos projetos sociais que são muito importantes para minha vida, porque estou repassando todo o meu conhecimento e minha experiência de 40 anos de trabalho para muitos artesãos do Ceará e do Brasil.   


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