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Emmir Nogueira: mulher de fé

Publicado em 02/03/2018 às 19:36
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A entrevista da semana da nossa coluna é com Emmir Nogueira, responsável por boa parte do sucesso da Comunidade Católica Shalom. Falamos sobre o início da congregação, os desafios religiosos pelo mundo e os encontros com os papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Acompanhe a seguir:

Primeiramente, queremos agradecer o fato de a senhora aceitar o convite para esta entrevista!

Na verdade, sou eu que agradeço ao público da Frisson pela entrevista. Agradeço também a (diretora executiva) Gaída (Dias) pela gentileza, pelo carinho e respeito.

O que o leitor pode esperar do livro “Como transformar a dor em amor”?

A dor é a consequência de um sofrimento interior ou exterior, que pode ser causado pela nossa própria maneira de pensar. A dor é fruto do sofrimento, quer psíquico, espiritual, social, relacional. Tenho certeza de que todos, infelizmente, conhecem o que é uma dor.

E como a transformarmos em amor?

Aí, é que está o segredo. Há, no Evangelho, um segredo de como transformar aquela dor que me faz sofrer num amor que dá sentido à minha vida e que me realize. Isto está no Evangelho, mas é para todas as pessoas do mundo. São três coisas: o sofrimento que causa dor, a transformação dessa dor em amor e o amor que dá sentido à vida, especialmente de quem sofre. Então, chega-se à conclusão de que a pessoa que sabe sofrer, sabe lidar com a sua dor e transformá-la em amor acaba sendo até uma pessoa mais feliz do que as outras, porque ela enfrentou e venceu um problema. Não importa qual seja a fé da pessoa, não importa qual seja a crença.

E a relação da senhora e da Comunidade Shalom com os papas...

Nós “nascemos” com João Paulo II. Assim que João Paulo II assumiu, nós nascemos. Mas, antes de nós nascermos, nós líamos absolutamente tudo de Karol Wojtyla. Então, a primeira intimidade foi saber o que ele pensa. Bom, eu encontrei João Paulo II pela primeira vez em 1981. Depois, devo ter encontrado umas quatro vezes. Logo após, veio Bento XVI, que foi exatamente a mesma coisa, nós líamos muito os documentos referentes a ele. Preparávamos informações e pregávamos sobre os documentos. E, aliás, eu já o conhecia. Já encontrei o então cardeal Ratzinger antes, umas duas vezes. Ele é brilhante, uma memória fantástica. E nos encontramos com ele outra vez, como papa. Inclusive foi com ele que os estatutos da Comunidade Shalom foram reconhecidos como de direito pontifício, o que significa que são válidos e úteis para a Igreja do mundo inteiro. Aí, depois, veio essa delícia que é o Papa Francisco, que nos recebeu várias vezes. Recebeu inclusive o Moisés privadamente. E, na nossa recente convenção, passou uma hora e valiosos cinco minutos conosco. Muito à vontade, falando em espanhol, brincando com Moisés, brincando com os nossos jovens. O pessoal até falou que meu rosto estava transformado e radiante. Eu disse que era exatamente isso! Eu estava sentindo uma grande alegria.

Se tivesse que definir o maior sonho do Shalom, qual seria?

Bom, nós estamos em 36 países. E eu poderia dizer os sonhos pelas regiões. Nós estamos na África, com aquela pobreza indescritível, viu? Só estando lá para saber. Nosso sonho na África é a promoção humana daquelas pessoas. Nosso sonho na América do Norte é levar a fé para o dia a dia das pessoas. Nosso sonho na América do Sul é implantar a paz sempre pelo coração do homem. Nosso sonho na Europa é levar a fé para quem trouxe a fé para nós. Nosso sonho na Ásia e no Oriente Médio é ser testemunho da ressurreição de Cristo para um povo que não tem nem a palavra Jesus na própria língua.

Queríamos terminar essa entrevista com um convite da senhora para um momento de fé!

Agradeço a entrevista e faço um convite a todos para a missa da quinta-feira com o Padre Antônio Furtado no Shalom da Paz. É uma oportunidade avassaladora! São inúmeros testemunhos com comprovações científicas, são verdadeiros milagres. E um grande número de pessoas que mudam de vida. Saem do álcool, saem das drogas, saem do roubo, saem da depressão, saem da angústia de pensamentos suicidas bem fortes. É realmente como se uma luz brilhasse e as pessoas fossem atraídas por essa luz. Já tivemos missa com 10.000 pessoas. O segredo é confiar, se entregar e ter fé.

Assista entrevista de Gaída Dias com Emmir Nogueira. Clique aqui! 


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