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Roberto Cohen: o mago das grandes festas
Publicado em 16/12/2016 às 08:55

Um dos mais respeitados nomes do segmento de festas e eventos do País dispensa comentários. Mas esta coluna faz questão de lembrá-los: ele deixou de lado a Odontologia após assumir o desafio despretensioso de organizar o casamento de uma grande amiga. O sucesso foi tão grande que os convites se multiplicaram! Querido pela quase totalidade da alta sociedade carioca e paulistana, Roberto Cohen é o entrevistado da semana da Frisson. Conheça a seguir um pouco mais do cerimonialista que inspira milhares de profissionais em todo o País:

Roberto, como e quando foi o início de sua carreira no segmento de eventos?

Como todo começo de uma coisa nova, ele foi acidental.

Nossa, sério mesmo?!

Sim, sério! Uma grande amiga de colégio, em dúvida do que fazer em seu casamento, ecumênico, coisa nada comum há trinta anos, me pede ajuda para organizá-lo, pelo simples fato de ter em mim uma pessoa de confiança e que acreditava que poderia ajudá-la. O casamento foi um sucesso. Voltei para meu consultório. Eu era dentista e achei que minha carreira de cerimonialista estava encerrada. Qual foi minha surpresa?! Comecei a ter solicitações imediatamente. Em pouco tempo, estava eu 100% cerimonialista! 

Você passou por muitas dificuldades para atingir o reconhecimento e a credibilidade que possui hoje?

Com certeza! Cerimonial não é uma profissão regulamentada até hoje, apesar de ser algo indispensável para qualquer festividade. Imagina há trinta anos, um doutor largar o jaleco para virar "festeiro"!

Realmente impensável! E quais as principais lições que tirou nesses anos todos de carreira?

Que é preciso ter paixão pelo que se faz! Que, se você realmente deseja ter sucesso, muitas outras coisas, como seu lazer, sua família e sua vida particular, terão que ser colocadas em segundo plano. E que não adianta estar sozinho para isso. É fundamental ter apoio da família! 

Qual o tipo de festa você mais gosta de cerimonializar?

Casamentos são meus favoritos! Ainda me emociono! 

Own, que fofo! E qual o tipo de evento mais trabalhoso e cansativo?

As festas de quinze anos são as mais trabalhosas porque exigem eterna criatividade, e, portanto, estamos sempre mais tensos com aquela dúvida: "será que vai dar certo?". A realização dela é cansativa, e tomar conta dos indesejados penetras, também! 

Para uma festa ser considerada perfeita para você, o que precisa ter?

Em primeiro lugar, ela não pode ter “senão". Ou seja, não devemos dar razão para que o convidado lembre do que não deu certo. Receba-o bem! Manobra, limpeza, ar condicionado, bebida gelada e comida quente, música que atenda a todos os gostos e, de preferência, uma lista um pouco eclética que possa gerar assunto e curiosidade!

Roberto, qual a principal marca de um evento cerimonializado por você?

Meus eventos têm sempre o timing muito bem cronometrado, uma quantidade de staff bem treinado para saber receber bem e atender às necessidades de um convidado. E, de preferência, um toque de criatividade, seja na decoração, seja na gastronomia, seja no entretenimento. 

Falando um pouco da vida pessoal, você se considera um homem vaidoso? Como cuida do corpo e da mente?

Da mente, não cuido. Senão, não trabalhava com festas (risos)! Vivo estressado e tenso como se cada festa fosse a primeira. Do corpo, cuido mais com dieta do que com exercícios físicos. Mas minha vaidade com o corpo vai além da estética! Costumo dizer que preciso estar leve, com os joelhos em dia para poder ficar ágil e suportar 20 horas de pé! 

Organizar, planejar e administrar um evento, seja social, seja corporativo, requer muita responsabilidade e comprometimento. Como administra o tempo entre trabalho, lazer e família?

Meu trabalho é minha prioridade. E me sinto feliz em fazer o que gosto e ser apoiado pela minha família, que entende isso. Assim sendo, sempre dei a elas, esposa e filha, muito mais qualidade e tempo em nossas do que quantidade. O lazer: felizmente morar no Rio já é também uma dádiva! Até mesmo ir para o trabalho ou fazer uma visita técnica em um lindo lugar não deixa de ser uma forma de lazer, além das grandes opções que o Rio de Janeiro dá. 

Quando não está trabalhando, o que mais gosta de fazer?

Viajar e comer bem!

A situação econômica nacional pouco favorável afetou de que forma o mercado de eventos?

Houve mudanças de comportamento, mas não cancelamentos, felizmente. Quem faria (uma festa) para 500 pessoas mudou para 300. Quem serviria champanhe passou a servir um outro espumante. Quem optaria por diversas atrações optou por uma banda e um DJ. Mas nada destruiu o sonho de casar. 

Você, como cidadão, como analisa o momento delicado de nosso País?

Não é muito animador ver as pessoas que deveriam servir de exemplo fazer tantas atrocidades e maltratar o seu povo. Também acho que devemos respirar fundo e lembrarmos que não é só aqui que isso acontece. Estados Unidos, Europa... Todos tiveram suas crises e a superaram. Tenho certeza de que vamos superar também. Lembra quando todos acordamos com R$ 50 na conta bancária? E aqui estamos todos vivos!

Para finalizar, o que espera de 2017 no âmbito pessoal e profissional? 

Como sonho: que a profissão de cerimonialista seja regulamentada e respeitada! Como pessoa: que possa ir várias vezes aos Estados Unidos  ver minha filha que mora lá! Como profissional: que eu continue assim!

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