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Márcia Andrea fala de seu dom decorativo
Publicado em 28/12/2016 às 03:53

A entrevistada da semana da coluna Frisson respira e transpira decoração. Respeitadíssima em seu segmento, Márcia Andrea recebeu nossa equipe para uma conversa sobre sua carreira e vida pessoal. Confira a seguir:

Desde o início de sua carreira, quais as principais dificuldades superadas?

Ser arquiteta, viver no mundo da criação é algo prazeroso, porém o maior desafio foi ser uma gestora, empresária. Desafio que venho superando graças aos cursos e à imersão na Febracis, pois, mesmo sendo economista de formação, não foram suficientes as duas formaturas nesse sentido. Assim, iniciei um processo de imersão a alguns anos, visando conhecimentos e técnicas para ter uma carreira profissional de excelência.

Como funciona o mecanismo de atualização de mudanças das estações e do mercado nas tendências inseridas em seu ofício?

Com o mundo globalizado, a facilidade de acesso às informações faz com que nos atualizemos em tempo real. Nosso estado tem uma única estação, temos estilo próprio, que pode ser notado comparando as Mostras pelo Brasil afora, como a Casa Cor. Mas isso não quer dizer que não sejamos influenciados pelas tendências mundiais, ao contrário das tendências tecnológicas, que hoje mais influenciam e aprimoram nosso viver.  

De que maneira você busca personalizar seu formato de atuação profissional?

Eu tenho grande respeito pelas pessoas, trabalho para trazer estilo e personalidade ao espaço, seja comercial, seja corporativo, mas, principalmente, ao residencial, onde a personalização e a identidade do cliente devem se sobressair, filtrado por técnicas e bom gosto. Não faço reprodução do meu trabalho, que se torna único para cada cliente e circunstância. Levando felicidade, renovação e alegria no viver.  Meu objetivo maior é transformar desejos em poema, traços que são traduzidos em forma de viver, com a melhor forma de usufruir o espaço projetado.

O País passa por um momento delicado no âmbito econômico e político. Como você analisa tudo isso?

Na economia mundial, mesmo em momentos de crescimento, temos crise em algum setor, sempre teremos altas e baixas econômicas, seja no primeiro mundo, seja em nosso país de terceiro mundo. O panorama é ainda pior para a América Latina com esse momento atual de falta de credibilidade financeira. O arquiteto precisa se flexibilizar para gerar demanda no seu nicho de mercado, agregando valor  ou mesmo criando produtos dentro de sua área de atuação para poder dar uma guinada na economia do seu setor. Fazer o dinheiro trabalhar para você é o desafio de todo gestor e empresário.

Como se dá sua relação com aquele cliente que admite várias influências na elaboração de um espaço?

O cliente deve ter total liberdade na elaboração de um projeto, mas limites técnicos devem ser obedecidos e estabelecidos, assim cabe a mim como arquiteta orientar e aculturá-lo de forma a ajudá-lo a entender e trazendo a ele tranquilidade e confiança necessária para um ótimo resultado do projeto e principalmente uma boa fluidez da obra. Existem muitos tipos de clientes: calmos, ansiosos, confiantes, analíticos, desconfiados e apaixonados.  Precisamos ter sabedoria e conhecer o perfil de cada um, para estar alinhado ao ritmo e anseio deles. Entendo que meu sucesso depende da comunicação que estabeleço com meu cliente, isso faz toda diferença, antes, durante e depois da obra concluída.

Como empresária do ramo de decoração, como analisa o mercado da sua área atualmente?

Meu escritório tem metas claras, objetivos, foco e uma gestão focada em resultados. Estou atenta a direcionar meu trabalho para o segmento de maior demanda, para manter a receita no nível estabelecido. A mídia digital é uma grande aliada do arquiteto, como de tantas outras áreas. Estou me dedicando a esse segmento, estudando e me superando para abraçá-lo e entrar de vez no século XXI.  

Para você, como é a decoração do século XXI?

Entendo que estamos no momento de total liberdade de estilo e forma, que pode ser constatado em feiras internacionais e mostras nacionais.  Cada pessoa tem um padrão de referência quanto a seu estilo preferido, mas esse assunto não é tão debatido quanto à qualidade de vida e funcionalidade no viver. Esse tem sido o maior desejo das pessoas, além de terem suas áreas sociais mais belas e evidentemente se são mais clássicos ou modernos. As tendências norteiam as pessoas, são o que viram na revista A ou B, na casa de amigos ou na televisão, onde gera um desejo de consumo altíssimo e sem limites para adquirir.

Falando agora da vida pessoal, você se considera uma mulher vaidosa? E como cuida do corpo e do visual?

Me sinto vaidosa sem exageros, meu conforto e bem estar falam mais alto, bem resolvida com minha idade e com meu corpo. Entendo as limitações da minha idade e os bônus que ela traz. Tenho rotina de cremes, vitaminas e de alimentação saudável, mas não sou estudiosa no assunto, só uso bom senso nessa área. Eu creio que uma cabeça saudável e feliz contribui mais para corpo, para vida e para o trabalho de que qualquer mega esforço. “Mente sã, corpo são.” Sinto falta de uma rotina de exercícios frequentes, mas está no meu mural de prioridades para 2017.

Quais suas marcas preferidas?

Admiro o que é bom. Tenho minhas marcas internacionais preferidas, assim como as nacionais. Tenho preferência nos perfumes amadeirados Gucci ou dos Hermes. Sapatos, prefiro os nacionais, gosto de mesclar marcas de todos os tipos de roupas, sapatos, bolsas e mesmo maquiagem, pois sempre acontece um lançamento, que supera o outro. A competitividade do mercado só nos favorece e embeleza nosso viver. Por ser amante de viagens, isso facilita a diversidade do meu closet, mas sou fiel a algumas marcas como de bolsas, como Fendi, Gucci e Prada, e cremes só os passados por minha médica.

Como divide o tempo entre família e trabalho?

O tempo é um grande desafio. Entendo tempo como prioridade, sempre, ambos tiveram grande peso na minha vida, principalmente depois que meus netos nasceram, eu os priorizo bastante, costurando minha agenda para atender a demanda de aulinhas deles. Meu desafio foi e é dividir meu tempo não só com trabalho ou família, mas comigo mesma e com amigas. O trabalho sempre falou mais forte, mas, com o tempo, tenho aprendido a importância para minha vida. Ajustando, assim, meu tempo para dedicar à família, trabalho, a mim e a meus amigos.

Para os próximos cinco anos, quais suas expectativas no âmbito pessoal e profissional?

Tenho alguns sonhos que estou formatando, um deles é ajudar pessoas, investir tempo e esforço na qualidade de vida das pessoas através do Coach Integral Sistêmico, o qual me formei pela Febracis, como arquiteta ou mesmo Coach de estilo. Muitas maravilhas estão por vir, mas como o silêncio é a arma do negócio, me permita o silêncio. No âmbito pessoal, quero desenvolver minha performance física e quem sabe atlética, que muito me agrada e estimula, porque sempre vivi nesse meio saudável e focado.

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