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Atrizes acusam produtor de filme de abuso sexual

Homem já possui cinco passagens na polícia. O teste foi realizado no Cuca da Barra
Postado em 12/02/2015 | 10:28

Pelo menos 30 atrizes cearenses foram enganadas por um suposto diretor de cinema. O suspeito identificado como Raphael Fyah, atraiu as vítimas com a promessa de altos salários e sucesso na carreira artística. O salário prometido era de R$ 3.000 através de mensagens no Facebook. O caso foi denunciado nesta quinta-feira (12) através de um boletim de ocorrência registrado na Capital.

O teste para a escolha da protagonista do longa teria duas cenas: uma de sexo e outra de estupro. De acordo com Michelle Gandolphi, estudante de Teatro da UFC e atriz no grupo Vagabundos, inicialmente, Raphael marcou a realização dos testes em um loft na avenida Beira Mar. Mas, como nenhuma das mulheres topou, ele remarcou para o Cuca da Barra do Ceará. Segundo a Prefeitura, qualquer estudante de artes têm acesso ao equipamento.

Ao chegar no Cuca, uma das mulheres estranhou que na sala não havia nenhum equipamento cinematográfico para o teste, e o suspeito estava sozinho. O homem informou para a vítima que a diretora, identificada apenas como “Lilian”, teve um problema e não conseguiria chegar a tempo. 

Durante o teste, Raphael solicitou que a atriz tirasse a roupa e que tudo fazia parte do teste profissional. A mulher teve que tirar a blusa e a calcinha, ficando apenas com uma saia. Ele, também sem roupa, simulou um ato sexual. 

“Passamos a cena umas duas vezes, ele não sabia as falas decoradas, pois tinha muitas cenas para decorar, segundo ele; num primeiro momento passamos a cena sentados, depois resolvemos fazer a cena em pé, e nesse momento ele pediu que eu vestisse o figurino; ele sempre falava que a cena estava muito boa, mas eu não satisfeita, sempre dava dicas para melhorar a cena, pedindo, inclusive, que ele poderia me pegar mais forte, para dar mais realidade, pois consistia numa cena de estupro e queria que o teste fosse bom, pois afinal, queria fazer uma boa cena para passar no teste”, contou a atriz que não quer se identificar. 

Ela conta ainda que se sentiu abusada. “Depois de tudo isso me senti usada, na verdade, ainda me sinto usada e sempre que me lembro de tudo isso me dá um enorme asco de saber que ele me tocou, e que eu ainda consenti achando que o que estava acontecendo era uma coisa profissional, mesmo eu estando desconfortável com a situação”, disse.

Em um post no Facebook, o suspeito se defende e afirma não ter nenhuma experiência com produção de filme, “meteu os pés pelas mãos”. “Eu não tenho experiência nenhuma em produção audiovisual. Esta seria minha primeira produção. Mas devido a minha inexperiência e amadorismo, acabei fazendo tudo errado”, escreveu. 

Michelle, no entanto, contesta a versão dada por Raphael. “Ele sempre disse que era experiente em produção”, disse. 

Segundo Raphael, o filme será rodado, pois já solicitou “apoio necessário”. 

Prefeitura vai abrir processo
Em nota oficial, a Rede Cuca, da Prefeitura de Fortaleza, informou que Raphael não é produtor da instituição, mas sim aluno do curso de Produção Cultural. Segundo o Cuca, o homem solicitou a sala justificando ser para apoio da produção de seu filme. “Logo que a direção tomou conhecimento das denúncias, constituiu uma comissão para apurar o caso. Após ouvir Raphael e as jovens, foi aberto um processo administrativo, que poderá acarretar na expulsão dele”, informou a Rede.

Polícia inicia investigações
De acordo com o 33º Distrito Policial, na Barra do Ceará, que acompanha o caso, o nome do homem é Francisco Raphael da Costa Silva, conhecido pela polícia como Dentinho. Ele responde a cinco acusações por estelionato. Os golpes costumam ser com empresas de turismo e em eventos.

 
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