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Hábitos noturnos aumentam tendência à depressão

Pessoas que possuem hábitos noturnos e dormem pouco, conhecidas como notívagas, possuem mais tendência à doença
Postado em 27/11/2013 | 07:26

Pesquisa realizada pelo Instituto de Neurociência e Medicina, na Alemanha, constatou que pessoas que possuem hábitos noturnos e dormem pouco, conhecidas como notívagas, possuem mais tendência à depressão. O estudo foi publicado na edição deste mês na revista NeuroImage.

O levantamento identificou no grupo de pessoas que dormem pouco uma menor integridade de substâncias brancas no cérebro- área responsável pela troca de mensagens entre diferentes áreas do cérebro. Essa região estaria relacionada à depressão, um distúrbio mental que acomete cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ainda segundo a pesquisa, como muitos notívagos são forçados a viver no mesmo ciclo dos matutinos, suas atividades diárias não podem ser, muitas vezes, modificadas, ou seja, essas pessoas precisam levantar cedo para ir à escola, ao trabalho, etc., e só conseguem dormir tarde da noite. Dessa forma, acabam ficando com débito de sono, vivendo numa espécie de jet-lag social, que é um novo termo utilizado para estresse, ou seja, a sobrecarga de tarefas diárias.


Esse estado de cansaço constante faz com que os notívagos tendam a ser maiores consumidores de cafeína, nicotina, álcool e outros estimulantes, substâncias cujo uso também está relacionado à depressão.


A pesquisa foi conduzida pela Dra. Jessica Rosenberg e realizada com o uso de ressonância magnética. Ao todo, 59 pessoas participaram do exame.


Os resultados com as imagens das ressonâncias estão no site Science Direct.

 


 
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