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Mal-estar intenso é sintoma mais comum em pacientes no Ceará

O termo é usado para se referir a uma sensação generalizada de desconforto no corpo
Postado em 22/05/2020 | 12:19
Foto: Reuters/Reprodução

O tempo entre o paciente ser infectado e ter os primeiros sintomas do novo Coronavírus varia entre cinco e 11 dias, em média, segundo especialistas da saúde. Os sinais da doença são vários, mas entre os cearenses diagnosticados, 28,8% tiveram um mal-estar intenso, indício mais comum no Estado, segundo o Integrasus. 

O termo é usado para se referir a uma sensação generalizada de desconforto no corpo. Embora possa ter associação com outras doenças menos graves como a gripe, em período de pandemia, é necessário ficar em alerta. Além do mal-estar intenso, entre os sintomas mais comuns nos cearenses são falta de ar, dor de cabeça e febre alta. 

No Ceará, existem, em menor quantidade, pacientes que apresentam sinais menos frequentes da doença. Mais de três mil pessoas sentiram algum tipo de confusão mental ou alargamento das narinas. No país, ainda podem ser apontados outros. “Muita gente acaba esquecendo que os olhos, por se tratarem de mucosa, assim como nariz e boca, são uma das portas de entrada para o novo Coronavírus e um dos sintomas da infecção é a conjuntivite. No caso dos diabéticos, além de todas as possíveis complicações já conhecidas que podem ocorrer devido à Covid-19, a conjuntivite, apesar de ser um sintoma mais raro, pode estar presente em pacientes com a doença. Acredita-se que o índice de conjuntivite associado à Covid-19 varia entre 0,5 e 2% da população comprovadamente positiva para a patologia, como mostram os múltiplos estudos iniciais sobre o tema. Ainda precisamos de comprovações científicas mais robustas para podermos definir melhor tais índices", explica o oftalmologista Dr. David de Almeida.

CUIDADOS
Ao ser diagnosticada com o vírus e apresentar sintomas leves, a pessoa deve permanecer em casa por 14 dias em um quarto. É necessário manter a porta fechada e as janelas abertas para facilitar a circulação de ar. Móveis e maçanetas devem ser frequentemente limpos. Utensílios de uso pessoal, como toalhas de banho e talheres, ou móveis, como sofás e cadeiras, precisam ser separados, assim como o lixo produzido pelo paciente contaminado.

A atenção aos sintomas devem continuar até depois de receber alta hospitalar, em caso de internação. "Os pacientes com quadro mais moderado não saem dos 14 dias e voltam ao normal. Eles têm recebido alta e procurado os serviços de saúde novamente, ainda em recuperação, muitos com uma sensação de cansaço, ainda sem conseguir voltar às suas atividades normais", finaliza a pneumologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Patrícia Canto.

 

 
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