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Machismo: A violência em relações entre homens

Psicóloga explica que casos de violência registrados no Ceará podem ter relação com construção social da imagem masculina
Postado em 11/02/2020 | 21:15

13 de janeiro: Francisco Júnior é morto com um golpe de jiu-jítsu pelo companheiro. O motivo? Um desentendimento durante encontro afetivo. 20 de janeiro: O influenciador digital Francisco Gledyson, o Pirangay, foi morto em um encontro com outro homem, segundo a Polícia Civil. Os suspeitos? Dois adolescentes que saíram com ele e um amigo. 26 de janeiro: Carlos Alberto Silvino Fonseca é assassinado com um furador de côco na casa de praia dele. As investigações apontam que ele também estava em um encontro com dois rapazes. 

O que essas três mortes têm em comum? Possíveis desentendimentos durante encontros afetivos. A recusa de uma das partes levou a matar seus respectivos parceiros. Para alguns homens, a masculinidade, quando colocada à prova pode indicar perda de poder de virilidade. Inclusive em relações homossexuais. "Aquele homem que comete o ato de violência não consegue suportar, talvez, em si próprio. Foi pedido para fazer algo que não se queria fazer e isso se produz como ameaça. São situações que afetam em maior ou menor medida, essa imagem da virilidade", explica a psicóloga Ana Carolina Leão, especialista em estudos de gênero. 

Ainda segundo a pesquisadora, "a dimensão da virilidade está associada a própria violência" contra pessoas LGBTs+ e mulheres. "Para chegar a esse ponto de assassinar o outro, é preciso que coloque o outro em uma situação de objeto", completou. 

Ítalo Alves faz parte da Aliança Nacional LGBTI, entidade que luta pelos direitos do grupo em questão. Ele explica que a violência é um grande temor nas relações atuais. "Toda população LGBTI tem medo por ser algo que a gente vive durante a vida inteira. A gente sabe os índices de homicídio, de violência contra a nossa população. E infelizmente essa é a raiz da discrimação, você ter que viver olhando para trás para ver se tem alguém te perseguindo, sempre desconfiando. E é por isso que precisamos fortalecer essa luta para a gente melhorar a situação dessas pessoas e garantir os seus direitos para que um dia a gente viva na sociedade sem sentir esse medo", finaliza. 

Com informações de Luana Gurgel, da TV Cidade

 

 
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