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Dois anos depois, réus ainda aguardam julgamento

Ao todo, o Ministério Público denunciou 15 pessoas, sendo que uma delas morreu de tuberculose no ano passado
Postado em 22/01/2020 | 14:57
Foto: Reprodução/TV Cidade

A estrutura que hoje recebe uma igreja evangélica, foi palco do maior massacre da história do Ceará: A Chacina das Cajazeiras, em Fortaleza. A tragédia completa dois anos na próxima segunda-feira (27) e entre os acusados, cinco já apresentaram defesa preliminar e outros nove ainda aguardam apresentação da defesa. Ao todo, o Ministério Público denunciou 15 pessoas, sendo que uma delas morreu de tuberculose no ano passado. 

As 14 vítimas tinham entre 15 e 55 anos. Todos se divertiam ou trabalhavam no entorno do Forró do Gago, quando foram supreendidos pelos envolvidos. Na época, as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que a área em que o clube estava era dominado por um grupo rival à facção que realizou o ataque. Não foi comprovada a relação das vítimas com nenhuma organização criminosa. O perito criminal Leão Júnior, um dos primeiros agentes de segurança a chegar ao local da chacina, revelou que foi um dos dias mais complicados de sua trajetória. 

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Larissa Albuquerque é dona de casa. Moradora das Cajazeiras, ela tenta reconstruir a vida, atingida por um duro golpe há dois anos, quando perdeu a mãe no massacre. Além dos três filhos, a mulher teve que assumir a responsabilidade de criar mais seis irmãos após a morte da familiar. 

A TV Cidade Fortaleza foi ao antigo Forró do Gago, que se transformou em um templo religioso. Parte da estrutura foi adaptada para transformar o local em uma igreja. Hoje, o Santuário da Palavra de Deus acolhe dezenas de fiéis em cultos realizados na semana e também aos domingos.

A Chacina das Cajazeiras revelou a face mais cruel do crime organizado no ceará, mas também nos mostrou que, em meio a dor, é possível reconstruir a vida. A lição que fica daquela madrugada marcante é que é dever do Estado não ceder diante do poder paralelo, que continua a se aproveitar da fragilidade daqueles que parecem ter sido esquecidos. 

 

 
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