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Família nega que suspeito trabalhasse para universitário

Ruan Mateus, apontado como autor do homicídio, afirmou que a vítima cobrava dívida que tinha sido paga. Família de Diego nega a versão
Postado em 14/01/2020 | 15:51
Foto: Arquivo pessoal 

A Polícia Civil elucidou a morte do universitário Diego Gonçalves Lima Monteiro (30), morto em 2018, na Lagoa da Parangaba, em Fortaleza. Dois homens foram presos nos bairros Messejana e Vila União, na última sexta-feira (10), após cumprimentos de mandados de prisão preventiva deflagrados pela 5ª delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

As investigações apontam que Diego, natural de São Paulo, alugava e vendia veículos em Fortaleza. Inclusive, já mantinha contato com um dos suspeitos, identificado por Ruan Mateus Fernandes Vidal (24) – sem antecedentes criminais, que era encarregado de ameaçar as pessoas que não cumpriam os pagamentos referentes às vendas e locações feitas pelo estudante universitário. Inclusive, o próprio Ruan havia adquirido um veículo de Diego, quando repassou R$ 10 mil como pagamento. Mesmo tendo recebido o dinheiro, a vítima teria ameaçado Ruan, pedindo o veículo de volta.

Relembre o caso: 

Diante das ameaças, Ruan articulou a ação criminosa com um segundo indivíduo, que já foi qualificado e indiciado pela Polícia Civil. No dia do crime, 29 de março, a vítima comprou flores e chocolate e contatou Ruan para realizar uma corrida até a casa de sua ex-namorada. No caminho, a vítima foi atingida com um disparo de arma de fogo e o seu corpo foi deixado em uma rua próxima à Lagoa da Parangaba. O terceiro investigado, que foi preso pelo DHPP, se trata de Samuel de Lima Santos (33) - com antecedentes criminais por roubo e lesão corporal. Ele é o proprietário do carro utilizado na ação criminosa. Samuel emprestou o veículo, mas não participou diretamente do homicídio.

Ruan e Samuel foram capturados e conduzidos ao DHPP, onde foram ouvidos. Agora, eles se encontram à disposição da Justiça e deverão responder por homicídio.  O terceiro envolvido segue sendo investigado.

Leia a nota da defesa de Diego Gonçalves na íntegra: 

Os advogados Anderson Cardoso e Laís Bandeira, representantes dos pais do Diego Gonçalves, vêm, por meio da presente nota, sob os últimos acontecimentos que culminaram na prisão dos autores do crime, bem como à cerca da nota emitida pela SSPDS. Desde o ocorrido, os familiares, amigos, buscaram colaborar com as investigações, sempre acreditando no trabalho que estava sendo feito pela equipe da 5º Delegacia da DHPP. A justiça começa a ser feita com a prisão dos autores do crime, em que pese a demora na conclusão do caso, a família parabeniza o trabalho realizado pela Polícia Civil. Diego trabalhava como farmacêutico, era estudante de Gastronomia, não havendo nada que desabone sua conduta.  A vítima possuía apenas dois veículos, não havendo razões para existir qualquer parceria de cobrança com o Ruan. Um dos veículos havia sido negociado a venda com Ruan. Acreditamos que a motivação se deu em razão dessa dívida. Não é possível compreender a nota da secretaria, uma vez que nos autos não há nada que comprove que o Ruan trabalhasse para o Diego. Nesse momento os criminosos buscam desabonar a conduta da vítima para tentar achar meios de justificar o injustificável. Por fim, os advogados, Anderson Cardoso e Laís Bandeira, estão sempre à disposição da imprensa para dirimir quaisquer eventuais dúvidas que ocorrerem sobre este assunto.

 

 
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