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Advogada que mediava diálogo com facção é espancada

As causas da agressão são desconhecidas. Elisângela Mororó foi encaminhada para um hospital particular
Postado em 02/01/2020 | 18:19
A advogada foi presa em novembro do ano passado, investigada por relação com o crime organizado. (Foto: Reprodução/TV Cidade)

Elisângela Maria Mororó, advogada presa e com registro suspenso, foi espancada nesta quinta-feira (2), nas dependências do Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa, em Aquiraz, Região Metropolitana. Fontes escutadas pela TV Cidade Fortaleza apontam que as agressões foram cometidas por outras internas. 

A advogada foi socorrida e encaminhada para um hospital particular de Fortaleza. Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que a detenta foi agredida por outra interna. "Ela foi encaminhada para realizar exames médicos , e constataram que nada de grave aconteceu com a mesma. Ela já retornou a unidade prisional que se encontra reclusa". 

QUEM É? 

Elisângela foi presa no último dia 13 de novembro em Catarina, no interior do Ceará. De acordo com as investigações, além de ser flagrada com um plano de fuga para os internos, ela negociava entorpecentes por R$ 15 mil. Mensagens que comprovam as negociações foram encontradas em um celular apreendido na operação das forças de segurança. O esquema foi divulgado, em primeira mão, pela TV Cidade Fortaleza. 

Após o caso se tornar público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), confirmou a suspensão cautelar, pelo período de 12 meses, de Elisângela. "A iniciativa do presidente do TED busca preservar, essencialmente, a dignidade e a valorização da advocacia alencarina. A decisão final será submetida ao crivo do pleno do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Ceará", diz a nota. 

ADVOGADOS E FACÇÃO

Ao todo, cinco advogados são investigados por participação em esquema criminoso para facilitar a fuga de integrantes de facções no Ceará. Os juristas eram responsáveis por repassar mensagens entre os internos e outros membros, em liberdade. O plano foi frustrado em parceria entre Polícia Civil, Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público e outras forças de segurança. 

A Polícia aprendeu celulares que contiham conversas sobre um plano de fuga dos presos. Com isso, a segurança foi reforçada nos presídios. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), também acompanha o caso. Um dos profissionais, Alaor Patrício Júnior, preso durante a onda de ataques registrada em setembro, também teve seu registro suspenso.

 

 
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