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Estudantes apontam flores para professores e fotos viralizam

Publicações acontecem após alunos de escolas da capital serem flagrados com arma na mão
Postado em 09/10/2019 | 19:42
Homenagem viralizou nas redes sociais. (Foto: Arquivo pessoal)

Estudantes da Escola de Ensino Fundamental e Médio Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, "acreditam nas flores vencendo o canhão", como cantou Geraldo Vandré. Em meio à repercussão de imagens de alunos de escolas particulares com armas, uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental decidiu prestar uma homenagem aos professores da instituição: Uma foto criativa apontando flores aos docentes. 

Segundo o diretor da escola, Henrique Sampaio, as imagens foram feitas durante uma gincana realizada na última quinta-feira (3), pela instituição. Instigados pela repercussão de uma foto em que um estudante aponta uma arma para o professor, a turma foi ao jardim da escola e colheram as flores que aparecem nas fotografias. "Na quinta, eu postei a foto, na sexta, começou a repercussão", relembra Sampaio. 

Personalidades começaram a compartilhar durante o fim de semana. Uma das páginas que publicou as imagens tem mais de seis mil curtidas na publicação. "A educação é revolucionária", comentou um seguidor. O diretor lembra que professores e familiares dos estudantes receberam as fotos em grupos no WhatsApp. "Os professores ficaram emocionados com a homenagem. Eles não tinham sido avisados e souberam pelas redes sociais", detalha. 

Escola centenária fica no Centro de Fortaleza. (Foto: Arquivo pessoal)

Henrique destaca a importância da fotografia ter sido feita em uma escola pública. "Uma parte fica bem impactada por essa visão deturpada que se tem da escola pública, como se fosse local de violência, e não de criatividade, construção de sonhos, construção de futuro", mas pondera: "Acho que o que causou tanto destaque foi o gesto em si e as flores, colocando em paralelo com a imagem do aluno apontando uma arma, a imagem da flores ganha mais força". 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O gestor acredita que a repercussão pode colaborar na maneira sobre como a educação é tratada no país. "Se colocarmos em perspectiva desse momento que o pais vive, pensamos que a alternativa mais viável para o combate a toda essa violência seria, não a liberação de armas e sim a valorização da educação e dos professores como forma de construção de uma sociedade de oportunidades e com menos desigualdades sociais", finaliza. 

 

 
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