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Duas travestis cearenses foram executadas esta semana

Um dos casos aconteceu em Chorozinho e o outro, no interior de São Paulo
Postado em 21/09/2019 | 07:53
Foto: Arquivo pessoal

Uma travesti de 26 anos foi morta nesta sexta-feira (20), enquanto tomava banho. O crime aconteceu no município de Chorozinho, Região Metropolitana de Fortaleza. A vítima, identificada como Bruna Surfistinha, estava com o namorado em casa, quando os suspeitos invadiram o imóvel e a executaram com vários disparos. 

O namorado da travesti informou à Polícia que estava no segundo andar da residência e escutou os disparos. Ele correu, mas já encontrou Bruna caída no chão do banheiro. A Polícia Militar apurou que duas pessoas foram vistas saindo do local após o crime, mas não existem sinais de arrombamento. 

Bruna, que fazia programas e iria inaugurar um bar, era conhecida e querida no bairro em que morava. Os vizinhos lamentaram a situação. A mãe da vítima, ao tomar conhecimento da morte, passou mal e precisou receber atendimento médico. Diligências são realizadas, mas os suspeitos permanecem foragidos.

Travesti cearense morta em São Paulo

O corpo da travesti Emmanuelle Agostinho da Silva Barros (25) foi sepultado neste sábado (21), em Fortaleza. A jovem foi morta na Avenida Industrial, no município de Santo André, em São Paulo. O suspeito, um caminhoneiro, foi encontrado em seguida, dentro do baú do veículo e identificado como Ozail Ferreira Vilar (37). Inicialmente negou participação, mas assumiu minutos depois, afirmando ter reagido a uma tentativa de roubo, mas a família da vítima nega a versão. Emmanuele era garota de programa. 

Polícia prende suspeitos de participação na morte de outra travesti

Dois homens identificados como Antônio Joélio Paulino da Silva Dias, de 22 anos e Douglas Bento de Azevedo, de 20 anos, foram presos nesta quinta-feira (19), em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. A dupla é suspeita de matar uma travesti de 29 anos. O crime aconteceu no último dia 11 de agosto, no bairro Pajuçara. 

Delegacias

Embora não exista nenhuma delegacia especializada em crimes contra pessoas LGBTs+, no Ceará, o atendimento de mulheres transexuais e travestis é feito pelas Delegacias de Defesa da Mulher. Ao Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a Polícia Civil informou que, em maio deste ano, foram inseridos no Sistema de Informações Policiais (SIP) campos para o preenchimento de dados de identidade de gênero e orientação sexual. 

 
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