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Aldemir Pessoa: "Não existe elemento para prisão"

Por telefone, o suspeito conversou com a TV Cidade Fortaleza e comentou sobre a decisão da Justiça, que manteve sua liberdade
Postado em 20/09/2019 | 18:06
Jamile e Aldemir estavam namorando desde o começo do ano. (Foto: Arquivo pessoal)

O advogado Aldemir Pessoa Júnior, suspeito de matar a empresária Jamile de Oliveira Correira (47), afirmou que não existe nenhum indício de feminicídio, como sustenta a família da vítima. Em entrevista por telefone à TV Cidade Fortaleza nesta sexta-feira (20), o homem manteve a versão de suicídio e comentou a decisão do juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, que negou o pedido de prisão temporária. 

"Não existe nenhum elemento para prisão. Eu não estava fazendo nada para justificar isso", disse Aldemir, que garante ter cumprido todas as determinações impostas pelo magistrado, como entregar armas e manter distância da família e testemunhas da vítima. "Vou me apresentar quando for necessário, quando precisar ir à Região Metropolitana, pretendo avisar", prometeu.

O advogado acredita que a decisão não poderia ser outra, uma vez que existem testemunhas que confirmam sua versão. Um dos médicos que prestou depoimento afirmou que Jamile disse ter atirado em si. O filho da vítima também deu versão semelhante em alguns depoimentos, mas entrou em contradição, segundo aponta documento anexado ao inquérito. 

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Aldemir comentou sobre a decisão de encaminhar Jamile ao Instituto Doutor José Frota (IJF), embora a vítima tivesse plano de saúde. "Não tinha lugar melhor para ela ficar". O suspeito não comunicou à Polícia Civil sobre a maneira como ela chegou ao hospital. Na entrevista, admitiu a falha. "Errei por não ter frieza. Não tinha preparo para uma situação daquela. Eu não sou apenas advogado. Eu sou gente, tenho emoção, sinto. Eu não tive força, eu não tinha sustentação", citando a participação do filho da vítima e do porteiro do condomínio, que ajudaram o homem a colocar a empresária no carro. 

A família de Jamile Correia não tinha vínculo com Aldemir, mas o suspeito disse ter escutado a companheira ter falado sobre os parentes em algumas situações, embora não conhecesse ninguém. Embora compreenda que a família da empresária esteja abalada com a morte da mulher, o homem lamentou a maneira como o caso tem sido trabalhado. "Eu tô sendo massacrado, não posso sair na rua. Eu tenho filho. Eu tenho pai, mãe e todos estão sofrendo". Em seguida, criticou a atuação da Polícia Civil. "Da Polícia não tô esperando nada", disparou.

Por fim, clamou à imprensa e sociedade. "Deixe para me apedrejar após a condenação. Eu não tive o direito de sofrer". 

 

 
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