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Não existe prazo para comunicar desaparecimento à Polícia

No Ceará, o boletim de ocorrência pode ser registrado em qualquer delegacia
Postado em 31/08/2019 | 14:09
Exposição no Dragão do Mar sobre pessoas desaparecidas. (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

Um dos grandes desafios das forças de segurança é quebrar o mito de que é necessário aguardar um tempo mínimo para comunicar a Polícia sobre o desaparecimento de pessoas. No Ceará, o boletim de ocorrência pode ser registrado em qualquer delegacia e não precisa aguardar tempo mínimo de 24 horas para ser feito. 

"Antes de explicar causas ou motivações do desaparecimento, é necessário quebrar o paradigma das 24 horas. Isso não existe. Quanto mais rápido formos acionados, maiores são as chances de localizar a pessoa desaparecida”, explica Arlete Silveira, titular da 12ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga os casos ocorridos em Fortaleza. Os desaparecimentos registrados na Região Metropolitana e interior são acompanhados pelas unidades que atuam na circunscrição onde ocorreu o problema. 

A delegada explicou ainda que o desaparecimento se trata do sumiço repentino de alguém, sem aviso prévio a familiares ou a terceiros. “Uma pessoa é considerada desaparecida quando não pode ser localizada nos lugares que costuma frequentar, nem encontrada de qualquer outra forma. Não é necessário aguardar algum intervalo de tempo para que alguém seja considerado como desaparecido”, completou. 

O assunto repercutiu no Jornal da Cidade. Confira:

Existem três tipos de desaparecimento: 
Voluntário: Quando a pessoa se afasta por vontade própria e sem avisar. Isso pode acontecer por motivos diversos: desentendimentos, medo, aflição, choque de visões, planos de vida diferentes, dentre outras razões;

Involuntário: Quando a pessoa é afastada do cotidiano por um evento sobre o qual não tem controle, como, por exemplo, um acidente, um problema de saúde, um desastre natural;

Forçado: Quando outras pessoas provocam o afastamento, sem a concordância da vítima. 

Dos 579 casos registrados na 12ª Delegacia do DHPP, 487, ou seja, 84,1% das ocorrências são relacionadas com o desaparecimento voluntário. Entre os casos registrados, as principais motivações são problemas familiares, a relação com drogas ilícitas, problemas amorosos e depressão.

Casos solucionados 
Vale ressaltar que a maior parte das vítimas é composta de jovens com idade entre 12 e 29 anos. Eles são responsáveis pelo registro de 311 ocorrências, ou seja, 53% do registro total. A 12ª delegacia do DHPP possui um índice de resolutividade de 63,4% dos casos, isto é, dos 579 registros, a 12ª Delegacia conseguiu elucidar 367 casos. Dentro desse percentual, 77% dos casos são de pessoas encontradas com vida.

 

 
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