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Colágeno de galo poderá ser utilizado para cicatrizar pele

Estudo é desenvolvido por pesquisador de programa de mestrado da Unilab
Postado em 13/08/2019 | 17:52
Foto: David Goehring/Reprodução

Após o sucesso da pesquisa com pele de tilápia, um novo estudo desenvolvido no Ceará deve ajudar em tratamentos de pele que precisem de cicatrização. Trata-se de um adesivo que simula uma segunda pele, criado a partir do colágeno de galo doméstico. O trabalho é resultado de uma pesquisa de mestrado realizada por José Jonathas Albuquerque de Almeida na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção, Maciço de Baturité. 

"Inicialmente o desenvolvimento é baseado na dissertação de mestrado. Já fizemos depósito de patente para seguir com os estudos", comenta o professor Aluísio Fonseca, que orientou José Jonathas Albuquerque. Sobre a comparação com a pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC), o docente explica: "A fonte é a mesma, o colágeno. Mas a maneira como é feita, é diferente. Extraímos o colágeno do pé do galo, fazemos uma adaptação no material e ele fica pronto para ser fixado à pele". 

Como está em fase inicial, o adesivo ainda deve passar por vários estudos até ser testado em pele humana. "Ainda estamos em laboratório. É complexo e requer investimentos. Nós fazemos com o que a gente tem", diz o professor. 

Os estudos do grupo de pesquisa revelaram que o material extraído dos restos do animal contém valores protéicos de colágeno próximos aos encontrados nos produtos produzidos que atualmente são vendidos no mercado. "É importante ressaltar que os pés do frango são desperdiçados por frigoríficos e casas de ração. Assim, está se criando valor para um material que anteriormente era descartado", explica Aluísio Fonseca. 

O adesivo, também chamado de "placa hidrocológica” atua como uma proteção do tecido que está em processo de cicatrização. Tem textura maleável e macia e promove alta absorção da umidade no ferimento, auxiliando na restauração da pele. O colágeno derivado do galo atua como um dos elementos que compõem o material e, pela facilidade de acesso, tem como uma das principais vantagens a possibilidade de produção em larga escala, reduzindo o custo de fabricação.

O trabalho é resultado da pesquisa realizada durante o mestrado em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis (MASTS) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) sob orientação dos professores Aluísio Fonseca e Regilany Colares. Ambos fazem parte do Grupo Interdisciplinar em Química (GIQ) da Unilab. O pesquisador contou com bolsa de pesquisa da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). 

 

 
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