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Prefeito de Uruburetama é ouvido em audiência de custódia

Médico suspeito de crimes sexuais no Ceará é ouvido neste sábado (20), na Comarca de Itarema, município do interior do Ceará
Postado em 20/07/2019 | 12:37

Após ser ouvido em audiência de custódia na Comarca de Itarema, o médico e prefeito afastado de Uruburetama José Hilson Paiva, 70 anos, declarou que os abusos sexuais registrados em vídeos feitos por ele mesmo durante consultas médicas eram relações em sua “maior parte consentidas”. O médico também pediu desculpas “ao país e ao mundo” e diz que “não sabe explicar” por que gravava os vídeos e cometia os atos.

O médico e prefeito afastado é suspeito de cometer crimes sexuais contra, pelo menos, 17 mulheres. Ele começou a ser ouvido pelo juiz da cidade de Cruz, neste sábado, por volta das 11h30, e deixou o local cerca de 12h15. A audiência de custódia não entrou no mérito dos crimes sexuais. José Hilson foi ouvido para saber se todos os procedimentos realizados durante a prisão ocorreram do modo previsto, sem nenhum registro de abuso de autoridade.

Na audiência de custódia, não foi discutido se José Hilson tem ou não culpa dos crimes sexuais. O médico foi ouvido para saber se todos os procedimentos realizados durante a prisão ocorreram do modo previsto, sem haver nenhum tipo de abuso.

O médico saiu sob escolta da Delegacia de Capturas, em Fortaleza, ainda no início da manhã deste sábado (20) rumo ao interior do estado. O prefeito afastado da atual gestão de Uruburetama foi preso na tarde dessa sexta-feira (19), após se entregar às autoridades e se apresentar na sede da Superintendência da Polícia Civil do Ceará.

A prisão preventiva de José Hilson foi decretada nessa sexta-feira (19), pelo juiz José Cléber Moura do Nascimento. A medida foi considerada necessária para preservar provas e evitar a influência do prefeito nas investigações. O prefeito de Uruburetama é denunciado por abusos sexuais contra pacientes desde a década de 1980.

As imagens foram filmadas pelo próprio médico que, durante depoimento à Polícia Civil, teria contado que a prática de filmar pacientes no consultório se tornou um fetiche.

A delegada de Cruz, Joseanna Oliveira, afirmou que, conforme as investigações, "as vezes ele deixava a câmera ligada e filmava a sala mesmo sem ter pacientes, era um hobby". Foram 63 arquivos que mostram José Hilson atendendo pacientes em consultórios nas cidades de Uruburetama e Cruz. Profissionais da Associação Médica Brasileira assistiram ao conteúdo e avaliaram que se tratava "claramente" de estupro das pacientes.

 
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