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Vereador é preso ao tentar atrapalhar investigação do MP

A prisão do vereador é um desdobramento da Operação Sales
Postado em 16/05/2019 | 09:10
O parlamentar é suspeito de tentar atrapalhar uma investigação contra um esquema criminoso de locação de veículos. (Fotos: Divulgação/MPCE)

O vereador de Mucambo, André Luis de Sousa Gonçalves, conhecido como "André da Coelce", foi preso nesta quinta-feira (16), em desdobramento da terceira fase da Operação Sales, deflagrada pelo Ministério Público. O parlamentar é suspeito de tentar atrapalhar uma investigação contra um esquema criminoso de locação de veículos. 

A medida foi determinada pelo juiz da comarca de Mucambo, Cristiano Sousa Carvalho, a pedido dos promotores de Justiça responsáveis pela investigação. O pedido do MP acontece após conversas captadas durante interceptação telefônica legalmente autorizada, deixarem evidente a interferência ativa do parlamentar municipal nas investigações com a retirada documentos de sua residência, local onde foi realizada busca e apreensão, bem como destruiu o próprio computador pessoal portátil, prejudicando de forma deliberada a busca da verdade real e visando garantir sua impunidade.

Além do mais, com o objetivo de monitorar as investigações realizadas pelo Ministério Público, o vereador atuava como um verdadeiro “braço” de Wilebaldo Aguiar, ex-prefeito de Mucambo e que, segundo os promotores de Justiça, chefiava o esquema criminoso de locação de veículos. Wilebaldo, que encontra-se preso preventivamente, mantinha-se informado sobre os depoimentos prestados por meio de informações repassadas por André Luis, mantendo contanto também com a esposa deste, conforme indicam as interceptações.

As investigações apontam que o vereador  participava do esquema criminoso do ex-prefeito, pois de além de ser uma pessoa de confiança do mesmo, era o responsável por organizar a documentação e realizar transferências dos veículos pertencentes a Wilebaldo. Com isso, considera-se que André Luiz tem potencial para influenciar em novos depoimentos que ainda serão prestados, no decorrer da investigação. Somente com locações, a investigação abrange a apuração de 17 licitações e dispensas de licitações fraudulentas, e os desvios e lavagens de dinheiro decorrentes. 

A prisão do vereador é um desdobramento da Operação Sales tendo sua primeira fase sido deflagrada em 22 de novembro de 2018 onde foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão nas cidades de Mucambo, Sobral, Fortaleza, Pentecoste, Pacujá, Ubajara e Graça, bem como quatro mandados de prisão, sendo duas prisões preventivas e duas prisões temporárias. A operação contou com a participação de 12 promotores de justiça e cerca de 100 policiais civis.

 

 
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