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Bancada cearense convocará ministro para explicar cortes

Além disso, uma audiência pública também será realizada na Assembleia Legislativa, no dia 31 de maio, para discutir o assunto
Postado em 13/05/2019 | 15:54
Reitor Henry Campos, durante reunião com bancada cearense. (Foto: Viktor Braga/UFC)

Em reunião com reitores das universidades cearenses nesta segunda-feira (13), os deputados federais cearenses acordaram que vão fazer requerimentos em cada uma das comissões nas quais participam, para convocar o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a dar explicações sobre os cortes de investimentos nas universidades cearenses. Além disso, uma audiência pública também será realizada na Assembleia Legislativa, no dia 31 de maio, para discutir o assunto.

Para Domingos Neto, coordenador da bancada, “esses cortes atingem todos os setores da sociedade e é necessário que os deputados façam uma forte pressão” para que haja um recuo do contingenciamento. Além do parlamentar, estiveram presentes os deputados: deputados Antônio José Albuquerque, Mauro Filho, José Guimarães, André Figueiredo, Leônidas Cristino, Eduardo Bismark e Robério Monteiro. 

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O reitor da Universidade Federal do Ceará, Henry Campos, apresentou as dificuldades já enfrentadas: “Já começamos a desempenhar algumas coisas para poder efetuar pagamentos. Nosso corte é da ordem de 38% e é semelhante nas demais universidades. Isso inviabiliza o funcionamento da Instituição se não for revertido. Não temos tempo de esperar que (o Governo Federal) reveja a decisão só depois da votação da reforma da Previdência". 

Virgílio Araripe, reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), corroborou a opinião de Henry Campos no tocante à inviabilização dos serviços na atual conjuntura. “Se não houver uma situação contrária, não dá para fazer com esse valor uma questão de realinhamento interno, a matemática não bate. Isso está nos preocupando. Esses efeitos já estão acontecendo agora. É importante ter toda a sociedade envolvida, lutando conosco para que a gente reverta essa situação. Não tem outro caminho”, avaliou.

Ações cotidianas que vão ser afetadas pela decisão foram pontuadas por Alexandre Cunha, da UNILAB. “Eu concordo com tudo o que os colegas colocaram aqui. Muitas das universidades federais e institutos já manejam dinheiro de seu funcionamento para assistência estudantil. Não tem como garantir o bandejão, as bolsas. O clima está péssimo na gestão. O fornecedor acha que não vai receber mais”, citou o reitor.

A falta de abertura para tentar solucionar os problemas através do diálogo foi citada pelo reitor da Universidade Federal do Cariri (UFCA) como um dos principais entraves encontrados pelas instituições na atualidade. “A nossa universidade nasceu em meio a uma certa crise, mas a gente sempre conseguiu contornar e avançar com muito diálogo e é o que não está acontecendo. A gente sempre teve boa interlocução com o MEC e para esse bloqueio a gente foi notificado pelo sistema, não teve nenhuma nota do MEC, não houve uma reunião”, informou Ricardo Ness.

 

 
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