NOTICIAS | POLÍCIA

"Ela era a base da casa", diz irmã de trans morta em SP

Família acredita que houve demora para socorrer a vítima e omissão policial
Postado em 06/05/2019 | 18:46
Foto: Arquivo pessoal 

Uma jovem bonita, vaidosa e que gostava de se divertir. Larissa Rodrigues da Silva (21), mulher trans, era cearense, mas morava há quatro anos em São Paulo, onde se mantinha e ajudava a família com dinheiro de programas que fazia. Ela foi morta no fim de semana, mas o corpo só chegou a Fortaleza nesta segunda-feira (6).

Em entrevista exclusiva, Rosana Rodrigues, irmã de Larissa, contou que a vítima e uma amiga estavam em um ponto onde costumavam fazer programas, na área nobre de São Paulo. Ela foi abordada por um homem que solicitou os serviços da garota de programa. Como ela não atendeu, o homem voltou com um pedaço de madeira. Atacada com golpes contínuos, a vítima ainda foi levada ao hospital, mas não resistiu.

Uma das amigas de Larissa contou à família que o socorro demorou aproximadamente 1h30 para chegar e a Polícia Militar impediu que as pessoas se aproximassem da vítima. A mulher ainda foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para um hospital, mas não resistiu. 

Com o que ganhava em São Paulo, Larissa ajudava a família no Ceará, mandando dinheiro mensalmente para a mãe. De acordo com Rosana, a irmã era a base emocional e financeira da família. Ela costumava visitar Fortaleza a cada três meses. "A Larissa era uma boa pessoa, gostava de ajudar todo mundo. Até quem não era da família", relembrou. 

A Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP-SP) foi procurada para comentar sobre as investigações, mas até a publicação desta matéria, não tivemos retorno. 

Com informações de Mara Rodrigues, da TV Cidade

 
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