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Estudantes e servidores de universidades discutem greve

Redução de investimentos anunciados pelo Ministério da Educação preocupa a comunidade acadêmica
Postado em 06/05/2019 | 15:54
Foto: Viktor Braga/UFC

Com o corte de aproximadamente R$ 108 milhões, anunciado pelo Governo Bolsonaro, servidores e estudantes de quatro instituições de ensino superior cearenses organizam uma paralisação para o próximo dia 15 de maio. O contingenciamento anunciado pelo ministro Abraham Weintraub, deve afetar a Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce), a paralisação representa um levante da comunidade universitária contra as medidas da União. "O governo quer parar as universidades. O governo deseja ver de joelhos as gestões, os pesquisadores, os extensionistas, os servidores técnicos e docentes. O governo quer destruir a expansão e o modelo que permitiu o acesso de milhares de jovens das classes pobres nas universidades", afirma. 

Nas redes sociais, uma manifestação foi convocada pelos estudantes da UFC. O protesto deve acontecer na Reitoria da instituição, às 16h. Além da manifestação, os estudantes pretendem expor pesquisas, mostras científicas e apresentação de atividades para mostrar a importância da universidade. Entre os trabalhos desenvolvidos na Universidade Federal e reconhecidos nacionalmente está o tratamento de queimaduras e ferimentos com pele de tilápia e o ketchup feito com acerola, o "Netchup". 

A Reitoria da Universidade Federal do Cariri (UFCA) informou um bloqueio na ordem de R$ 8.863.621,00 (oito milhões, oitocentos e sessenta e três mil, seiscentos e vinte e um reais). Há pouco mais de um mês, a instituição já havia registrado o primeiro bloqueio de recursos, estimado em R$ 9.983.363,00 (nove milhões, novecentos e oitenta e três mil, trezentos e sessenta e três reais). Segundo a nota divulgada pela universidade, caso o corte não seja revertido, "inviabilizará o funcionamento do grande patrimônio do Cariri que se tornou a UFCA". 

O reitor do IFCE, Virgílio Araripe, participará, nesta semana, de uma série de reuniões em Brasília para debater o tema e avaliar as possibilidades de minimizar, ao máximo, os impactos da medida. Entre as reuniões, o professor pretende se encontrar com o titular do MEC, Abraham Weintrab. O reitor também irá fazer uma mobilização, buscando apoio da bancada de parlamentares cearenses, para  defender a restauração das condições anteriores ao bloqueio do orçamento.

A Unilab, por sua vez, convocou a comunidade acadêmica para uma audiência pública, onde será debatida a situação da universidade diante dos bloqueios de orçamento anunciados pela União. O reitor temporário da universidade, Alexandre Cunha Costa, afirmou que a redução de investimentos "deve afetar várias áreas da universidade, tanto em relação a pessoal (dificultando políticas de capacitação de servidores, por exemplo), como questões de infraestrutura e manutenção, tais como limpeza e pagamento de luz e água". 

 

 
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