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Família do líder de facção paulista comandava tráfico

Após a prisão de “Jow”, em julho do ano passado, a mãe, o irmão e a esposa assumiram funções na organização criminosa
Postado em 05/04/2019 | 16:57
Drogas e armas foram apreendidas durante a Operação Labirinto. (Foto: Divulgação/SSPDS)

Com a prisão de Carlos Odeon Bandeira, conhecido como "Jow", em julho do ano passado, a mãe, o irmão e a esposa do chefe de uma organização criminosa paulista, assumiram o comando do tráfico de drogas no Sertão Central. A família foi presa durante a Operação Labirinto, deflagrada pela Polícia Civil em Fortaleza, Quixeramobim e Milhã. 

Os levantamentos policiais tiveram início em janeiro de 2018, com foco nas negociações de entorpecentes da organização criminosa que atua na região. De acordo com as investigações, a mãe de Carlos Odeon, Maria Olenilda Aquino Bandeira (53), assumiu a responsabilidade de negociar e distribuir a droga nos municípios do interior. 

A droga vinha de Fortaleza, onde de lá o tráfico de entorpecentes era gerenciado por José Deivan Aquino Oliveira (31), filho de Olenilda e irmão de “Jow”. A esposa de “Jow”, identificada como Anyele Ferreira Fernandes (24), também foi presa durante a operação. 

Carlos Odeon foi preso em São Paulo. 

Para a Polícia Civil, após a prisão de “Jow”, em julho do ano passado, a esposa dele ficou encarregada por administrar e receber os rendimentos da venda dos entorpecentes para lavar o dinheiro em empresas do ramo têxtil e de gás de cozinha. As empresas, localizadas em Fortaleza, Milhã e Baturité, foram sequestradas por meio de decisão judicial. O veículo modelo Honda Civic, blindado, que estava em poder de Anyele, também foi confiscado.

Em Fortaleza, um imóvel utilizado como depósito das drogas, no bairro Parque Dois Irmãos, foi desativado pela Polícia Civil. No local, foram apreendidas 350 gramas de cocaína, 290 gramas de maconha, 40 gramas de crack, um revólver, duas balanças de precisão e um saco com mil pinos de plásticos para acondicionar cocaína. Jonas Rafael da Fonseca Santos Cardoso (19) e Liria Ellen de Souza Moura (22) foram presos na residência, com o material. Ainda na Capital, foram presos Reginaldo Cavalcante da Silva (36), conhecido como “Grande” e que tinha mandado de prisão aberto, flagrado com dois revólveres, 62 munições de calibre 38, 60 gramas de maconha e 85 gramas de cocaína; e Victor Rodrigues Freire (19), flagrado com um revólver, seis munições e uma pequena quantidade de drogas.

Dos 87 mandados de prisão cumpridos durante a Operação Labirinto, 53 deles foram efetivados em unidades do sistema penitenciário do Estado. Os mandados correspondem a crimes baseados na Lei das Organizações Criminosas, no Estatuto do Desarmamento e na Lei de Drogas.

 

 
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