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Condenados ex-policiais que integravam grupo de extermínio

Daimler da Silva Santiago e Glaydston Gama Lopes foramcondenados por homicídio consumado e tentado
Postado em 11/02/2019 | 10:02

O Conselho de Sentença da 5ª Vara do Tribunal do Júri condenou, no dia 07, dois policiais, Daimler da Silva Santiago e Glaydston Gama Lopes, à pena de 15 anos de reclusão pela morte de Rogério Candeias da Silva. O fato ocorreu na noite de 21 de setembro de 2007, em Fortaleza. De acordo com as investigações, os réus condenados integravam um grupo de extermínio composto por oito policiais militares, entre os quais o policial Pedro Cláudio Duarte Pena (Cabo Pena); e um civil, Sílvio Pereira do Vale Silva, conhecido como Pé de Pato. A sessão de julgamento se iniciou no início da tarde da quarta-feira (06) e somente se encerrou às 2h30 da madrugada do dia seguinte (07).

Daimler da Silva Santiago e Glaydston Gama Lopes foram pronunciados pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por homicídio consumado e tentado, contra as vítimas Rogério Candeias da Silva e Roger Alves da Silva. Submetidos a julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu na 1ª série de quesitos em relação ao réu Daimler, por maioria de votos, a materialidade e autoria delitiva. Reconheceu que o referido réu agiu com recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

Na 2ª série de quesitos reconheceu, por maioria de votos, a materialidade e autoria delitiva. Reconheceu a tese da Defesa ao responder afirmativamente ao 4º quesito da série. Nas 1ª e 2ª séries de quesitos em relação ao réu Glaydston, o Conselho de Sentença reconheceu a tese da Defesa de que o réu agiu acobertado pela causa supralegal de inexigibilidade de conduta diversa. 

Observando-se as diretrizes dos artigos 59 e 68, do Código Penal, a juíza presidente do Tribunal do Júri, Valência Maria Alves de Sousa Aquino, fixou a pena ao réu Daimler da Silva Santiago. O policial militar à época, em concurso de pessoas, premeditou o crime, efetuou vários disparos de arma de fogo contra a vítima, que estava confinada e algemada dentro do porta-malas do veículo Clio, evidenciando acentuado grau de reprovabilidade na conduta do agente a ser valorado negativamente a culpabilidade e as circunstâncias.

 
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