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Inspetora escreve livro sobre a vida de Dandara

Para ir às prateleiras, "O Casulo Dandara" aguarda apoio de editoras interessadas em publicação
Postado em 21/01/2019 | 17:11

Inspetora Vitória era amiga pessoal de Dandara, morta no Bom Jardim. (Foto: Divulgação)

A inspetora de Polícia Civil, Vitória Holanda, é autora do livro "O Casulo Dandara". A obra, que ainda não foi lançada, é uma homenagem à travesti Dandara dos Santos, morta em fevereiro de 2017, no Bom Jardim, em Fortaleza. O caso ganhou repercussão mundial como um dos mais brutais homicídios praticados contra travestis. Ao todo, são 170 páginas. Nas entrelinhas, histórias da infância, adolescência, descoberta da sexualidade, aceitação, transexualidade e relacionamento de Dandara dos Santos com a família.

A autora conheceu a travesti ainda na infância, no bairro Conjunto Ceará. Eram amigas, brincavam e dividiam particularidades da vida, sobretudo com a chegada da adolescência. Aos 20 anos, Dandara se reconheceu enquanto travesti e, aos poucos, foi fazendo modificações no corpo, entre indas e vindas de São Paulo para Fortaleza. 

Além das histórias pessoais, o livro conta brevemente como foi a investigação do caso, liderada pela equipe de policiais que a autora faz parte. "Ninguém se torna policial e espera investigar o homicídio de alguém que você ama. Descobrir como aconteceu e quem foram os autores do homicídio de Dandara foi a mais difícil tarefa que recebi do destino em todos os meus anos de polícia", disse Vitória Holanda.

Para ir às prateleiras, "O Casulo Dandara" aguarda apoio de editoras interessadas em publicar as peculiaridades da vida de uma das personagens transexuais cuja história chocou o Ceará e o Brasil. "O livro é uma homenagem a todas as travestis que ousaram em mudar de corpo e identidade e resolveram encarar o lado escuro de suas escolhas, que preferiram trocar a paz de uma vida convencional pela rua, que resolveram viver e buscar a felicidade", diz a autora.

O CASO DANDARA
A travesti Dandara dos Santos foi espancada com socos, chutes e pauladas e atingida com dois tiros de arma de fogo e pedrada na cabeça. A ação foi gravada por celular e divulgada na internet.

Em 23 de outubro de 2018, o Conselho de Sentença da 1ª Vara do Júri de Fortaleza condenou, a 16 anos de prisão, Júlio César Braga da Costa, um dos acusados de participação na morte de Dandara dos Santos. Ele não poderá responder ao processo em liberdade. 

Em abril do mesmo ano, a Justiça condenou outros cinco réus: Francisco José Monteiro de Oliveira Júnior foi condenado a 21 anos de prisão, por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel e surpresa (recurso que impossibilitou a defesa da vítima). Jean Victor Silva Oliveira, Rafael Alves da Silva Paiva e Francisco Gabriel Campos dos Reis foram condenados a 16 anos cada, também por homicídio triplamente qualificado. Já Isaías da Silva Camurça foi condenado a 14 anos e seis meses por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e meio cruel).

 

 
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