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Rancho defendido por ativista tem hospedagem de até R$ 1.960

No Ceará, entrada custa R$ 2. O valor é usado para manutenção do espaço
Postado em 03/12/2018 | 13:58

O rancho dispõe de hospedagem de luxo. (Foto: Divulgação)

O Santuário Rancho dos Gnomos, em São Paulo, é a entidade defendida por Luísa Mell, ativista da causa animal, para levar os ursos Dimas e Kátia, que moram atualmente no Zoológico São Francisco de Canindé, Sertão Central. A ativista defende que a instituição cearense não tem condições de manter os animais, diferente da ONG paulistana, que abriga centenas de animais entre felinos, primatas e outros. O preço para acesso, no entanto, difere do valor cobrado pelo zoológico no interior cearense. Enquanto o acesso em Canindé custa R$ 2 por hóspede, em São Paulo o fim de semana pode custar até  R$ 1.960,00 por quarto. 

Conforme o site do Rancho dos Gnomos, os valores incluem hospedagem, piscina e alimentação vegana. Os preços variam  de R$ 1.520,00 até R$ 1.960,00 por quarto, por um fim de semana, e possui como maior atrativo, a proximidade dos visitantes com os animais silvestres que lá se encontram. "Você irá ajudar em algumas atividades diárias do santuário, como cortar frutas para os animais ou ajudar a limpar o recinto de algum deles, enfim, você irá se sentir parte integrante desse lugar incrível", diz aviso na página da entidade. 

O valor cobrado pela entidade cearense é considerado "simbólico" e serve "para ajudar na manutenção da estrutura do local", conforme destaca o site do zoológico. O Santuário de Canindé tem dormitório, restaurante, cozinha comunitária e lavanderia. 

Os valores da hospedagem em São Paulo estão no site do Rancho dos Gnomos. (Foto: Reprodução)
Dimas é um dos ursos mantidos pelo zoológico. (Foto: Arquivo pessoal)

Para Luísa Mell, os animais não estão adaptados ao clima cearense e são explorados pelo zoológico. A ativista pediu doações aos seus seguidores para os custos com a mudança. "O Instituto Luísa Mell está assumindo toda a logística financeira da operação e o Rancho dos Gnomos, todo o suporte logístico, além é claro, do espaço", disse. Entretanto, conforme laudo técnico da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Semace), "O Zoológico São Francisco de Canindé atende de modo parcial às exigências relacionadas na legislação aplicável à operação do empreendimento, especificamente a Instrução Normativa IBAMA N° 07/2015.”

O laudo foi criticado pelo Instituto e pelo vereador de Fortaleza Celio Studart, que acompanha o caso. O titular da Semace, Artur Bruno, defendeu o diálogo com ambas as partes. “Ouvir significa estar aberto a mudar de opinião", explicou. Durante a audiência para apresentação do documento, ficou acertado que as entidades apresentarão um documento contra-argumentando o parecer, e propondo como o Governo do Estado deve atuar junto à Arquidiocese de Fortaleza, que mantém os ursos.

Sobre o assunto, o Instituto Luisa Mell informou que o Rancho dos Gnomos tem 170 mil metros quadrados. "Lá dentro existe sim um hotel completamente isolado da área onde ficam os animais que não podem ser visitados por hóspedes em nenhuma hipótese, ao contrário do zoológico do Canindé, onde qualquer um que paga, pode se aproximar e incomodar os animais, além de estressá-los. Toda a renda do hotel é destinada a manutenção da área e dos animais do Rancho dos Gnomos. Vale disse que o Frei Marcone [Responsável pelo zoo de Canindé] da arquidiocese e seu assessor, foram formalmente convidados para conhecerem o Rancho dos Gnomos e entenderem o funcionamento do local e não responderam os nossos convites", diz em publicação feita em rede social. 

 
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