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Delegacias estão superlotadas mais uma vez, denuncia Sinpol

Em janeiro, após a Chacina das Cajazeiras, Estado se comprometeu a transferir os internos para unidades prisionais em até seis meses
Postado em 07/11/2018 | 14:56
Fotos: Divulgação/Sinpol

O Sindicato de Policiais Civis (Sinpol) denunciou, mais uma vez, o problema de superlotação em delegacias da Região Metropolitana de Fortaleza. De acordo com a entidade, a Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus) - responsável pela administração do sistema prisional - não permite transferência dos suspeitos para os presídios, que também já estão lotados. 

Conforme o Sinpol, as celas das Delegacias Metropolitanas de Maracanaú e Caucaia estão novamente cheias de presos. E há um motivo: Mesmo com a construção e entrega de uma novo presídio, em junho deste ano, o sistema penitenciário lotou mais uma vez. Em Maracanaú, um dos presos está com uma bolsa de colostomia, esperando uma vaga em algume presídio. "O problema é que as transferências pararam", relatou Lucas Oliveira, presidente do sindicato.

A denúncia aponta que o problema de transferência acontece nas últimas três semanas. Além das delegacias e presídios, a Delegacia de Capturas e Complexo de Delegacias Especializadas passa pelo mesmo problema. 

Leia também: Secretaria de Justiça retirará celas de todas as delegacias

A Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus) alega que desde o começo do ano, o sistema penitenciário da Região Metropolitana de Fortaleza acolheu 6.825 internos. Porém, ainda existe uma fila de espera com 700 detentos em delegacias, que aguardam vaga nas unidades. Ainda assim, a pasta argumenta que o número de presos em celas distritais reduziu. Antes, cerca de 1.400 presos estavam nas cadeias, o dobro do número atual. Em Fortaleza e municípios vizinhos, 23 delegacias tiveram carceragem desativada.

O Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), considera fundamental que novas vagas sejam garantidas no sistema penal, para evitar novas fugas em delegacias. Cláudio Justa, que preside a entidade, ressalta que a ação de organizações criminosas nos presídios impede a transferência de presos de grupos rivais de uma unidade para outra. "Tem interferido diretamente na oferta de vagas", disse.

 

 
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