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Eleito presidente, Bolsonaro quebra ciclo de vitórias do PT

O militar foi o primeiro a vencer o Partido dos Trabalhadores (PT) em 16 anos
Postado em 28/10/2018 | 19:05

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi eleito presidente do Brasil em sua primeira disputa para o cargo. O líder eleito teve 55,54% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad (PT), teve 44,46% da preferência. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro quebra o ciclo de vitórias do PT, que conseguia vitórias desde 2002. 

Em junho deste ano, Bolsonaro esteve em Fortaleza, antes do primeiro turno das eleições presidenciais. Durante a única passagem pelo Ceará, o novo presidente concedeu entrevista aos veículos do Grupo Cidade de Comunicação. Relembre:

Quem é o novo presidente

Desde o período pré-eleitoral, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército, Jair Messias Bolsonaro, candidato da coligação PSL-PRTB, liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República. E venceu o primeiro turno, e conquistou a presidência no segundo turno com mais de 55% dos votos válidos.  


Bolsonaro, durante passagem pelo Grupo Cidade de Comunicação. (Foto: Lino Vieira/TV Cidade)

Com apoio até de defensores da monarquia, o capitão da reserva, nascido em Campinas (SP) há 63 anos, fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas. Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto. Sua trajetória parlamentar é marcada pela virulência de seus discursos - que ele considera como livre opinião, protegida pela imunidade parlamentar. 

Fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo – inocentando-o por um placar de 3 a 2 na Primeira Turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.

Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” - um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.

Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.

Com informações da Agência Brasil 

 
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