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Universitária é agredida por italiano na frente da PM

Agentes de segurança teriam se recusado a levar a vítima, feriada, a uma delegacia
Postado em 17/06/2018 | 19:53

Estudante diz que policiais presenciaram agressão. (Foto: Arquivo)

Uma estudante universitária relatou, neste domingo (17), ter sido agredida por um homem italiano identificado como Manlio MiraBella, na Praia de Iracema, em Fortaleza. A vítima, disse, em publicação feita em rede social, que as agressões aconteceram na frente de três policiais militares, que não prestaram atendimento à mulher. 

"Meu agressor já foi reportado em outros diversos casos de violência na cidade do Rio de Janeiro, foi reconhecido por uma das vitimas, descobrimos outras mulheres vitimas de fraude, um perfil falso na plataforma Couchsurfing e relatos de confusão causadas pelo mesmo em ambientes públicos", escreveu. 

O suspeito teve um relacionamento com uma amiga da universitária. Após ser agredida, a ex-namorada denunciou o homem, que a perseguia desde então. No sábado (16), quando a confusão aconteceu, as duas estavam voltando de uma festa, quando foram avisadas que o italiano estava na porta do prédio onde o ex-casal morou. Depois, foram informadas que ele tinha ido embora. Quando as jovens chegaram, a universitária foi agredida pelo homem, que sabia que a jovem não aprovava o relacionamento da colega. Depois, sozinha, foi agredida mais uma vez, com uma mala na testa. 

No momento da segunda agressão, quando os três policiais estavam próximos, Manlio MiraBella começou a falar em italiano. "Non la conosco", teria dito aos agentes de segurança, sendo liberado em seguida. Os PMs, por sua vez, teriam mandado a universitária calar a boca. "Você vai ser levada presa, mãos pra trás que vou algemar você", teria dito um dos policiais, segundo a vítima. "Dali tomei um rumo, ainda sem ter assimilado tudo, com o rosto banhado a sangue", escreveu. 

A estudante ainda publicou fotos do rosto, ensanguentado, em uma rede social, denunciando a situação, mas apagou as fotos, pouco tempo depois. "Ali eu vi o ódio as mulheres na cara de cada um, eram três policiais fora o meu agressor. Os olhos de cada um, pensei que ia ser agredida pela policia também no momento", relatou. 

"Obrigada a todos aqueles que mandaram mensagens de motivação e apoio, só tenho a dizer EU NÃO TENHO MEDO, não estou nessa sozinha e sempre vou agir conforme o meu senso de justiça. Confesso que foi um trauma e tanto, abriu uma ferida que não irá se fechar tão cedo, mas vida que segue e medidas serão tomadas", escreveu. 

A vítima ainda comentou que os servidores se negaram a levar a mulher para a delegacia especializada, onde deveria registrar um Boletim de Ocorrência. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), informou que foi feito um B.O. no 34º Distrito Policial, para investigar o caso. A conduta dos policiais também será apurada. 

O caso acontece na mesma semana em que uma mulher foi morta durante uma abordagem policial, em Fortaleza. Gisele Távora de Araújo foi atingida com um tiro nas costas, no bairro Cidade dos Funcionários, em Fortaleza. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade, a filha da vítima, testemunha da ação, relembrou o fato e desabafou: "Foi algo terrível, única coisa que a gente pede agora, é que o governo faça alguma coisa, é um despreparo total, uma pessoa dessas na rua com uma arma de tamanha potência". 

 

 
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