NOTICIAS | CEARÁ

Cearense diz ter sofrido drama na Noruega

Administradora está impedida de ver as filhas e busca seus direitos no país do marido, a Noruega
Postado em 07/06/2018 | 20:56

Foto: Reprodução/TV Cidade

As fotos do casamento mostram a administradora Luciana Puntervold feliz no dia do casamento. O semblante hoje, é diferente daquele registrado 13 anos atrás. Ela denuncia ter sido presa na última sexta-feira (1), após ser acusada de agredir o esposo, Ragnar Puntervold, com quem mora na Noruega. 

A situação, segundo a família, é diferente. A mulher tentava se defender dos abusos sofridos pelo marido. "Hoje a Luciana está com menos dez quilos", comentou a estilista Josy Sousa, irmã da cearense. "Ela vem sofrendo abusos há vários meses. Inclusive a gente já explicou que são abusos sexuais também", completou. 

A mãe da administradora disse que já tinha percebido que o casamento não estava bom. Muitas vez ela chamou o marido da filha de Hitler, líder nazista alemão. "Ele que determinava tudo. Ele que mandava. Ele que tinha a chave do carteiro, que ela não tinha autonomia. E por isso ela dormia em um quarto separado", comentou a mãe, Elizabete Sousa. 

Luciana está em um centro de apoio às mulheres vítimas de abuso, em Oslo, capital do país. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade, a administradora comentou a situação e negou ter interesse de voltar ao Brasil no momento. "A minha saúde não existe. Eu não consigo dormir", desabafou. "Eu vou lutar pelos meus direitos. Uma mãe de família, formada no Brasil, formada na Noruega, foi presa, encarcerada e fichada como uma criminosa", completou. Sobre não retornar ao país de origem, a administradora explicou que tem filhas e por isto, não quer voltar. "O pesadelo maior disso tudo é eu não ter direito de ter as minhas filhas. Eu não posso ver as minhas filhas, por que eu apenas me defendi", disse a vítima, emocionada. 

O presidente da Comissão de Direito Internacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Fabiano Távora, explicou que Luciana deve receber todo o apoio necessário do Governo Federal. "Ela tem direito a assistência e acreditamos que possamos ajudá-la a fazer essa intercessão com o Itamaraty", disse. 

Enquanto não há uma solução definitiva, a família segue aflita pela mulher. "A minha filha foi maltratada lá, tanto pelo marido, quanto pelo país", lamentou a mãe. 

 

 
VEJA TAMBÉM
 
 
 
 

AV. DESEMBARGADOR MOREIRA 2565
DIONÍSIO TORRES CEP: 60.170-002
FORTALEZA-CEARÁ | FONE: (85) 3198.8888
CNEWS@TVCIDADEFORTALEZA.COM.BR
SIGA O CNEWS
Facebook Google Plus Twitter Youtube Instagram
COMO ANUNCIAR
DESENVOLVIMENTO