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Médicos alertam para acidentes com fogos de artifício

Segundo o Conselho Federal de Medicina, entre 2008 e 2017, cinco mil pessoas foram internadas no país, por manuseio inadequado do objeto
Postado em 07/06/2018 | 19:27

Foto: Jhonatan Coppini/Oeste Mais

Há 6 anos Rodolfo sofreu um acidente com fogos de artifício. Ele não prestou muita atenção às orientações do fabricante do produto e se deu mal. A recuperação foi lenta, mas ele não ficou com nenhuma sequela. Diferente da maioria dos pacientes que entram no setor de queimados do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, vítimas de acidentes com fogos de artifício. 

Segundo a coordenadora de Enfermagem do setor, nestes casos, quase sempre as queimaduras causam mutilação. No ano passado, o Instituto Doutor José Frota (IJF) registrou 28 atendimentos do tipo. Segundo o Conselho Federal de Medicina, entre 2008 e 2017, cinco mil pessoas foram internadas no país, por manuseio inadequado de fogos de artifício. Números que deveriam deixar a população bem mais atenta. 

Qualquer pessoa maior de idade pode ir até uma loja de fogos e comprar o produto que quiser. Mas para que a alegria não seja interrompida, é necessário prestar atenção nas orientações que os fabricantes colocam nas embalagens e tirar as dúvidas com quem entende do assunto. 

Veja também: Os cuidados para evitar acidentes com queimaduras em crianças

Núcleo de Queimados do IJF
O Núcleo de Queimados do IJF é referência no Norte e Nordeste e possui uma equipe multidisciplinar composta por profissionais especializados, como clínicos gerais, cirurgiões plásticos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos. A estrutura da unidade conta com Centro Cirúrgico, Ambulatório, Enfermarias, Sala de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Por ano, a Emergência do IJF acolhe uma média de 3.600 novos pacientes, com ferimentos graves e, muitas vezes, com sequelas permanentes, como amputação de membros e redução de mobilidade. Só em 2017, foram 3.721 casos, sendo 1.169 causados por contato com bebidas e alimentos quentes, constituindo a principal causa das queimaduras, seguido de exposição a fogo e fumaça, com 427 casos, e contato com superfícies superaquecidas, 259.

 
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