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Discussão sobre suícidio pode evitar concretização

Homem matou casal e se matou em seguida. Ele não aceitava o fim do relacionamento. MPCE lançou projeto sobre o assunto
Postado em 09/04/2018 | 18:11

 


O crime aconteceu no dia da decisão do Campeonato Cearense. (Foto: WhatsApp/TV Cidade)

Um homem matou a ex-companheira, o namorado e em seguida tirou a própria vida, por não aceitar o fim do relacionamento de mais de duas décadas. O crime aconteceu no fim de semana, no bairro Dias Macedo e ascendeu a discussão sobre a importância de discutir o suícidio. O Ministério Público do Ceará (MPCE), lançou um projeto para discutir a prevenção. 

“Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), nove em cada dez suicídios do mundo estão relacionados com alguma patologia de ordem mental diagnosticável e tratável. Assim, noventa por cento dos casos de suicídio são suscetíveis de concreta prevenção e podem, sim, ser evitados. Por esta razão é que o estamos entrando de forma firme nesta luta num movimento em favor da vida e pela prevenção do suicídio, pois acreditamos e temos até a certeza de que muitas vidas podem e serão efetivamente preservadas diante deste projeto, diante desta semente que hoje é plantada”, explicou o procurador-geral de Justiça (PGJ), Plácido Rios. 

O tema é delicado e muitos evitam. Temem abordar. Mas especialistas avaliam que as discussões precisam acontecer, já que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suícidio é responsável por cerca de um milhão de mortes por ano no mundo. O médico psiquiatra Fábio Gomes de Matos, um dos responsáveis pelo Programa de Apoio à Vida (Pravida-UFC), afirmou que a maioria das vítimas é do gênero masculino. O especialista destacou ser necessário ficar atento para identificar quaisquer tendências e fatores que levam à prática. 

Uma amiga de Carla Carrilho, corretora de seguros morta pelo ex-companheiro no Dias Macedo, revelou que Marcos Roni Albuquerque de Morais, acusado de cometer o crime e se matar em seguida, tinha uma medida preventiva contra ele. Inconformado com o fim da relação, ameaçava a ex e o atual namorado, que também foi morto. Carla e Roni deixam duas filhas, de 15 e três anos. 

Com aproximadamente 200 casos anuais, Fortaleza é a segunda capital brasileira com número de suícidios, ficando atrás de São Paulo, maior metrópole do país. Porém, em municípios menores, a quantidade de pessoas que tira a própria vida também chama atenção. Anualmente, o número pode chegar a 600 casos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

Parte das tentativas não consumadas é acompanhada do Instituto Doutor José Frota (IJF), através de equipes de psicólogos. De acordo com o hospital, o Ceará ocupa o segundo lugar em número de suicídios.

O doutor em Psicanálise, Rossandro Klinjey, afirmou que o desenvolvimento moral e emocional ocorre na tenra infância, por causa da plasticidade neurológica típica do período. “A plasticidade neurológica também funciona para as questões de ordem moral e afetiva. É preciso aumentar o nível de imunização das crianças desde cedo, com valores, mas, sobretudo, com os exemplos”, concluiu.

 
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