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"Acabou com a minha vida", diz pai de vítima de chacina

Victor Menezes Barros foi uma das sete pessoas mortas na última semana, no bairro universitário
Postado em 13/03/2018 | 18:28

O pai de Victor prestou depoimento nesta terça-feira (13). (Foto: Mara Rodrigues/TV Cidade)

Emocionado, Antônio Carlos Barros prestou depoimento, na tarde desta terça-feira (13), na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Pai de Carlos Victor Menezes Barros (23), uma das vítimas da "Chacina do Benfica", ele diz ainda não ter superado o trauma da morte prematura do filho. Torcedor do Fortaleza, o jovem foi um dos mortos no cruzamento da rua Major Facundo com a Joaquim Magalhães, próximo à sede da Torcida Uniformizada (TUF). 

"Não tem perigo do meu filho ser envolvido com nada", disse o pai. Em entrevista ao Cidade 190, Antônio relembrou a convivência que teve com a vítima, que morava com a mãe, após o casal se separar. "Toda a vida ele me obedeceu. Eu sei a caminhada do meu filho", completou. 

No último Clássico-Rei, ocorrido no começo do mês, Victor não foi ao estádio, mas costumava acompanhar de perto, seu time preferido. Entretanto, não utilizava o transporte público para evitar conflitos. "Ele vai de táxi", contou o pai. 

Antônio contou que ficou sabendo da morte do filho pouco tempo depois da chacina. Ele disse que viu amigos de Carlos Victor chorando e compreendeu a situação. Agora, busca justiça pela morte do jovem torcedor. "Os pais dos amigos do meu filho, falou sem aparecer a cara. Eu apareço a cara. Pode mandar! Se fizerem algo comigo, faça. Eu já perdi o que tinha pra perder", desabafou. 

Funcionário terceirizado, Antônio disse que mesmo separado da mãe do filho, costumava encontrar Victor com frequência, pois trabalhava próximo. "Ele é o cara que eu amo", disse, chorando. "Acabou com  a minha vida esse cara que fez isso com meu filho.  Eu vim [à delegacia] pilotando a moto dele, mas nervoso no trânsito. Eu não tenho mais nervos", finalizou. 

Investigação


Carlos Victor Menezes, uma das vítimas. 

O diretor da Divisão de Homícidios e Proteção à Pessoa (DHPP), Leonardo Barreto, colheu o depoimento de Antônio Carlos e de outros familiares. Entretanto, o delegado não detalhou à imprensa se existem novidades sobre o caso. Um homem foi preso ainda no fim de semana, no Meireles. Em resposta aos crimes, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), anunciou que pretende limitar o acesso de torcedores aos estádios de Fortaleza. 

Protesto
Na segunda-feira (12), estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) se reuniram para um protesto na Praça da Gentilândia, palco do massacre ocorrido na última semana. Os manifestantes acenderam velas e deixaram flores, além de dar um abraço simbólico no espaço. Durante o ato, vendedores de lanche afirmaram que estão sendo impedidos de colocar mesas e cadeiras na praça, sob pena de apreensão.

 
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