NOTICIAS | POLÍCIA

Dois dias antes de execução, helicóptero estava no Ceará

No fim do ano passado, o piloto veio ao Estado para levar grupo a Canoa Quebrada
Postado em 26/02/2018 | 20:25

O helicóptero usado no crime, segundo um funcionário. 

O crime aconteceu na quinta-feira (15), mas o helicóptero utilizado na execução de Rogério Jeremias de Simone, o "Gegê do Mangue" e Fabiano Alves de Souza, o "Paca", já estava no Ceará desde terça-feira (13), último dia do carnaval. A aeronave estava em um hangar na Região Metropolitana de Fortaleza. A informação foi confirmada com exclusividade ao CNEWS por dois funcionários da empresa. 

"Eu recebi ele normalmente, como qualquer visitante que deixa a aeronave aqui", comentou o colaborador, que pediu para não ser identificado. A fonte revelou que Felipe Ramos Morais, o piloto, já conhecia o espaço. No fim do segundo semestre do ano passado, havia chegado em outra aeronave e deixado o hangar em seguida, rumo a Canoa Quebrada. "Ele disse que estava de férias", explicou. 

Nas duas situações, Felipe chegou de São Paulo. Para cada período, foi utilizada uma aeronave diferente. Na última visita, quando o crime aconteceu, o helicóptero utilizado seria o mesmo da imagem ao lado. "É o mesmo que passou ontem na TV", disse o funcionário, em referência a uma reportagem exibida no último domingo (25). 

"Na quinta, chegaram dois carros, acho que Uber. Depois disso, ele [Felipe] chegou em um táxi. Agora eu não lembro a quantidade de pessoas que acompanhava eles, mas parecia uma família", relatou. 

Após o crime, a Polícia Civil e Militar esteve na empresa por três vezes. As visitas aconteceram na sexta-feira (16) e sábado (17). Foram recolhidos materiais de identificação que ficam na portaria e as imagens de câmera de segurança. O funcionário informou, que antes da execução dos líderes nacionais, o procedimento para utilizar o hangar era apenas apresentar identificações. Agora, a segurança foi reforçada e a apresentação de documentos ficou mais criteriosa. Novas câmeras de segurança deverão ser instaladas na área externa. 

"Todo mundo que passa pela empresa, é registrado. Agora nós não funcionamos como táxi aéreo. Não temos autorização da ANAC para isso. Assim, os funcionários que participaram são aqueles que fiscalizam a entrada e saída. Não somos autorizados a ter pilotos para auxiliar o deslocamento", explicou um funcionário. 

 
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