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"Gegê" teria sido morto por desviar dinheiro do PCC

Helicóptero era usado pelos líderes para se locomover no Estado
Postado em 20/02/2018 | 15:49

Foto: Record TV/Reprodução

A morte de Rogério Jeremias de Simone, o "Gegê do Mangue", pode ter sido uma punição por desviar dinheiro das operações que comandava pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Fontes que investigam as mortes ocorridas em uma reserva indígena de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, confirmaram a versão ao R7. 

Suspeita-se que Gegê usava os recursos da facção para manter sua vida luxuosa. O líder tinha comprado carros de luxo, imóveis e joias. A dupla morava há um ano, em um condomínio no Porto das Dunas, próximo ao local onde o crime aconteceu. O imóvel foi comprado por R$ 2 milhões e estava em nome de um laranja. A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) fez vistorias na casa, após determinação judicial expedida no domingo (18) e cumprida um dia depois. 

De acordo promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Venceslau, as execuções dos líderes só aconteceria com "o aval da cúpula", que em boa parte está presa. "Estas mortes podem significar um racha entre a cúpula. Eles têm outros comparsas presos na penitenciária e alguns outros comparsas em liberdade, isso pode gerar um atrito entre eles. Talvez seja o primeiro racha interno [da facção]", explicou ao R7. 

Gakiya afirmou que Gegê e Paca estavam gastando muito dinheiro na região e o helicóptero, conforme antecipamos, era usado pelos criminosos para se locomover no Ceará. "Eles foram transportados de helicóptero até o local onde foram assassinados", completou. O promotor acredita que os dois "foram emboscados e traídos por alguém próximo deles".

A Policia Civil do Ceará está investigando todas as hipóteses e não confirma de forma oficial quem são os autores do crime ou qual a motivação.

Esposa prestou depoimento
Após desembarcar em São Paulo, a esposa de Gegê prestou depoimento à Polícia. A companheira disse acreditar que o crime foi cometido por alguém próximo, pois nem ela sabia do paradeiro do homem. Ainda no depoimento, a mulher disse que o marido não tinha nenhum problema com Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola", líder do PCC. 

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