NOTICIAS | POLÍCIA

Homem morto em aldeia indígena seria "número 1" do PCC

Suspeitos utilizaram helicóptero para ter acesso ao local. Criminosos fugiram em seguida
Postado em 18/02/2018 | 13:00

"Gegê" estava acima de Marcola, na liderança do PCC. (Foto: Divulgação)

O barulho de um helicóptero rasgando o céu da aldeia indígena Genipapo Kanindé em sobrevoo rasante, deixou a tribo inteira em alerta. Em seguida, foram escutados aproximadamente oito disparos de armas de fogo. Pouco tempo depois, a aeronave levantou novamente. As vítimas seriam dois foragidos de São Paulo e considerados membros de uma facção criminosa. Um dos homens mortos seria o "Número 1" do Primeiro Comando da Capital (PCC), acima de Marco Willians Herbas Camacho, o "Marcola". 

Em entrevista ao UOL, um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas que teve a identidade preservada, afirmou que Rogério Jeremias de Simone, conhecido como "Gegê do Mangue", o "Número 1", estava com Fabiano Alves de Souza. Os assassinos fugiram logo depois, utilizando o helicóptero. 

Os tiros foram ouvidos por um índio que pescava na lagoa da Sucurujuba, mas não era possível identificar o local em meio a mata. Na sexta-feira (16), outro índio que saiu de casa para apanhar Murici, uma fruta nativa da região, deparou-se com dois corpos deixados pelo helicóptero no dia anterior. Os corpos, até então, não tinham sido identificados pelos nativos e nem pela Polícia Militar. 


O crime aconteceu em área de acesso complicado. (Foto: WhatsApp/TV Cidade)

Segundo os nativos, a área onde o crime aconteceu é de difícil acesso. Da aldeia até o ponto, caminha-se aproximadamente meia hora para chegar. Pelos relatos, as vítimas foram assassinadas e arrastadas para baixo da vegetação. Em seguida, foram queimadas. Por conta da chuva que banhava a zona rural de Aquiraz, as chamas não se alastraram. 

O MP acredita que os dois foram alvo de uma emboscada feita por integrantes de uma facção rival. Outra hipótese é que eles tenham envolvimento na morte de um aliado de Marcola, Edilson Borges Nogueira. Anteriormente, acreditava-se que a dupla estava no Paraguai e na Bolívia, trabalhando no tráfico de drogas e armas para o Brasil. 

A Secretaria de Segurança do Ceará, por sua vez, confirmou o crime na reserva indígena. "Todas as circunstâncias do crime estão sendo investigadas pela Polícia Civil. As diligências estão em andamento para localizar os autores do crime. Foi aberto um inquérito na Delegacia Metropolitana de Aquiraz para apuração do caso", diz a nota. O órgão, no entanto, não confirmou a identificação dos corpos. 

Habeas corpus
"Gegê" ficou preso por dez anos e em fevereiro do ano passado, deixou a prisão por meio de habeas corpus, expedido pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da Vara de Execuções de Presidente Prudente. A liberdade aconteceu com menos de um mês para ele ser julgado por duplo homicídio. Após ser solto, teve novamente a prisão decretada, mas não foi mais encontrado desde então. 

Seu comparsa foi beneficiado com a saída temporária na Páscoa, ainda em 2011 e nunca mais foi encontrado. Ele era membro da cúpula da facção. 

 
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