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Impasse poderá prejudicar investigação sobre incêndio

Polícia Federal afirma ser necessária uma comunicação sobre a liberação do espaço para realizar análise. Correios rebate
Postado em 14/02/2018 | 20:24

Imagem feita após o rescaldo mostra como ficou a situação do prédio. (Foto: CNEWS)

Um dia após o incêndio no Centro de Distribuição dos Correios, o que se escutava entre as pessoas na rua, era uma certa preocupação em relação ao recebimento de correspondências e produtos. "Tudo virou cinza", diz o Sindicato dos Trabalhadores em Correios. As causas do incêndio, no entanto, ainda não foram esclarecidas e um impasse entre a Polícia Federal e à empresa poderá atrapalhar ainda mais, dificultanto a finalização de um laudo que possa esclarecer o que aconteceu no prédio. 

O diretor do Sindicato, Avelino Rocha, não tem um valor exato, mas acredita que o prejuízo para o consumidor esteja bem acima de R$ 1 milhão. "Eram televisores, tablets, celulares, tudo no local. Com o incêndio, tudo virou cinza. Não tem como eu precisar quanto foi perdido, mas com certeza está acima de milhões de reais", disse. 

O consumidor, maior interessado na resolução do caso, é o maior prejudicado. Algumas encomendas devem ter seguros, outras não. E quem não sabe a quem procurar para buscar ajuda, fica aguardando uma resposta dos Correios. "Faz muito tempo que a gente tá esperando pra chegar essa mercadoria que a gente pediu da China. Quando eu vi a notícia, fiquei preocupado se vai vir ou não", comentou o vendedor Carlos Lima. 

O Correios pertence ao Governo Federal. Assim a perícia no Centro é responsabilidade da Polícia Federal. Uma fonte da PF escutada pelo CNEWS afirmou ser necessário o aviso da Central de Segurança do Correios para que o trabalho seja iniciado. "A demora não é nossa culpa. Fazemos a nossa parte. Fomos ontem ao local e os Bombeiros estavam trabalhando. Hoje, a Central nos deu uma informação errada. Disseram que o rescaldo tinha sido finalizado. Fomos ao local e os bombeiros ainda estavam trabalhando. Voltamos", contou. 


Imagem feita após o rescaldo mostra como ficou a situação do prédio. (Foto: CNEWS)

O Corpo de Bombeiros, através da relações públicas Capitã Julyane Freire, garantiu que o trabalho na área foi finalizado. Mas como se trata de uma corporação estadual, não mantém nenhum vínculo com a Polícia Federal. 

Já o Correios garante que o prédio está à disposição da Polícia Federal, "sem necessidade de oficialização", disse a assessoria de imprensa, por telefone. 

Demora prejudica investigação
Para o sindicato, quanto mais tempo demora para começar a investigar o que aconteceu, embora a maior hipótese seja de pane elétrica, maiores são as chances de provas serem destruídas pela ação do tempo. Desde a tarde de quarta-feira (14), chove intensamente na cidade. "Tem toda uma complicação. Só em apagar o incêndio, a água pode ter acabado com alguma prova, infelizmente. Mas este era um trabalho inevitável. Com as chuvas, a situação pode piorar", disse. O prédio ficou totalmente destruído e o resto da estrutura está a céu aberto. 

A fonte da Polícia Federal explicou que seria importante que o trabalho tivesse começado durante a tarde, "por conta da iluminação". Embora os peritos disponham de lanterna e outros equipamentos que possam ajudar, a luz do dia é melhor para um bom desempenho durante a investigação. 

Situação frequente
O diretor do Sindicato, Avelino Rocha, afirmou que se tratava de uma "tragédia anunciada". Em outras unidades de Fortaleza, problemas estruturais atrapalham o funcionamento. "No bairro José Walter, por exemplo, o piso da laje superior está cedendo", disse. No Castelão, um funcionário já levou um choque por conta de uma falha no sistema elétrico, mesmo problema do Centro de Fortaleza.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, Avelino comentou o assunto. 

O que o consumidor deve fazer?
Para o assessor jurídico do Decon, Ismael Braz, o consumidor que se sentir lesado, deve procurar o órgão para saber quais são seus direitos. No caso de uma correspondência queimada, por exemplo, o dano é moral. Uma compra feita na internet, por sua vez, é um dano material. O assessor, no entanto, destaca que o primeiro passo é entrar em contato com o Correios, que explicou anteriormente como isso deve ser feito. 

Entretanto, caso o dano seja material, o consumidor deve procurar a loja e pedir ressarcimento. "A loja é responsável durante todo o trajeto até a entrega ao consumidor. Se ele não receber essa mercadoria, a loja tem que entregar sem causar prejuízo", explicou o especialista, em entrevista ao Jornal da Cidade. 

Veja a matéria do Jornal da Cidade: 

 

 
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