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Soldados do Exército são presos suspeitos de desviar munição

As munições teriam sido entregues a uma facção criminosa
Postado em 10/01/2018 | 06:28

Dois soldados do Exército Brasileiro (EB) estão presos, no quartel do 23º Batalhão de Caçadores, localizado no bairro de Fátima, em Fortaleza. Eles são suspeitos de desviar munições de calibre 7.62, do paiol da Corporação e ter repassado para uma organização criminosa denominada Guardiões do Estado (GDE).

Militares estiveram na manhã de ontem (9) no Departamento de Inteligência Policial (DIP) da Polícia Civil, para tratar das investigações, que acontecem em caráter sigiloso.

De acordo com um servidor da Polícia Civil, a estimativa é que, pelo menos, 14 mil cartuchos tenham sido roubados do Exército.

Uma pessoa ligada as Forças Armadas disse que um dos soldados detidos, já foi ouvido e relatou o repasse das munições para a facção criminosa em questão.

De acordo com informações de um investigador, circula a informação de que em troca das munições um dos soldados envolvidos neste delito, teria recebido um imóvel.

A descoberta deste desfalque no paiol do Exército, aconteceu após o Ministério da Defesa ter convocado os militares da 10ª Região Militar, para ajudar na segurança pública do estado vizinho, o Rio Grande do Norte, que enfrentava uma greve dos policiais civis e militares e dos bombeiros.

Quando os militares foram conferir o material bélico que seria levado para utilizar na operação, foi detectado a ausência de um lote com mais de 14 mil cartuchos de munição de grosso calibre e de uso exclusivo das Forças Armadas.

O caso continua sendo investigado pela polícia e com o apoio do Exército.

O Exército Brasileiro se posicionou sobre o assunto através de nota, confira abaixo:

“A respeito de notícias tratando sobre desaparecimento de munição nas instalações da 2a Companhia de Suprimento (Maranguape-CE), organização militar (OM) subordinada ao 10o Depósito de Suprimento (10o D Sup, Fortaleza-CE), o Comando da 10a Região Militar presta alguns esclarecimentos iniciais.

Durante vistoria realizada em 29 de dezembro num dos paióis daquela OM, foram constatadas divergências quantitativas entre a existência física e o Sistema de Controle Físico (Siscofis), instrumento de controle sistemático vigente em todo o território nacional que permite a gestão contínua de todo o material controlado do Exército Brasileiro.

Diante do ocorrido, imediatamente foi instaurado Inquérito Policial Militar (IPM), no 10o D Sup, para apurar detalhadamente os fatos, que, ao final, será encaminhado para a Justiça Militar.

Trabalhando em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, a 10a Região Militar deixa de prestar maiores informações, com o objetivo de permitir o adequado prosseguimento das ações”.

 
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