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EUA anuncia saída da Unesco

Organização lamentou a decisão do país. O Governo de Israel, por sua vez, celebrou a saída
Postado em 12/10/2017 | 15:21

Foto: EFE/Christophe Petit Tesson

Os Estados Unidos irão deixar a Unesco, a agência de educação e cultura da Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de 31 de dezembro deste ano, anunciou o Departamento de Estado norte-americano em comunicado nesta quinta-feira (12).

“Essa decisão não foi tomada facilmente, e reflete as preocupações dos EUA com crescentes contas atrasadas na Unesco, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o contínuo viés anti-Israel na Unesco”, disse o departamento, acrescentando que os EUA irão buscar “continuar engajados... como Estado observador não membro, de forma a contribuir com as visões, perspectivas e expertise dos EUA”.

A Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lamentou a decisão dos EUA. “Após receber notificação oficial do secretário de Estado dos EUA, sr. Rex Tillerson, como diretora-geral da Unesco eu quero expressar meu profundo lamento com a decisão dos Estados Unidos da América de se retiraram da Unesco”, disse a diretora-geral da agência, Irina Bokova, em comunicado.

A diretora-geral acrescentou que a decisão dos EUA representa uma derrota para o multilateralismo e para a família ONU. Os Estados Unidos haviam cancelado em 2011 sua contribuição financeira substancial para a Unesco em protesto contra decisão da agência de conceder ao palestinos o status de membros plenos.

A França lamentou a decisão dos EUA em um momento em que "o apoio da comunidade internacional a esta organização é primordial". "A França está comprometida com a principal ação da Unesco e as suas áreas de competência, especialmente nos setores prioritários da educação, da prevenção da radicalização e da proteção do patrimônio em perigo", disse em um comunicado o ministério de Exteriores da França.

Já Israel, comemorou a decisão e afirmou que a discriminação contra o país tem um preço. "A decisão de hoje é um ponto de inflexão para a Unesco. As absurdas e vergonhosas resoluções da organização contra Israel têm consequências", declarou em comunicado o embaixador israelense para a ONU, Danny Danon.

Com Reuters e EFE

 

 
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