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Ministro vai aos EUA tentar retomar exportação de carne

Maggi almoça com o secretário de Agricultura norte-americano, Sonny Perdue, em Washington
Postado em 16/07/2017 | 12:03
Foto: reprodução Facebook

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi viaja neste domingo (16) para os Estados Unidos, com o objetivo de tentar retomar a exportação de carne brasileira para o País. O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Silva, participa da comitiva.

Nesta segunda-feira (17), Maggi tem um almoço agendado com o secretário de Agricultura norte-americano, Sonny Perdue, em Washington.

"Hoje embarco para Washington USA, onde terei uma reunião na segunda-feira com o ministro da Agricultura Americano, Sr. Sonny Perdue, para começar as renegociações e tentar voltar as exportações de carnes frescas para aquele país. Uma equipe técnica do MAPA já está lá fazendo as reuniões preparatórias. A missão não é nada fácil, mas, vamos buscar reverter o quadro de embargo à carne", escreveu o ministro em sua página no Facebook.

A agenda da comitiva inclui, ainda na segunda-feira pela manhã, reunião com o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, e o adido agrícola do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Claudio de Caruso e Santana.

Na terça-feira (18), pela manhã, o ministro reúne-se com o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, antes de embarcar de volta ao Brasil no fim da tarde. A chegada a Brasília está prevista para quarta-feira (19) pela manhã.

A visita ocorre após a suspensão, no fim de junho, de todas as importações de carne fresca do Brasil, devido a preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado dos Estados Unidos.

Foram 17 anos de negociações para que o Brasil conseguisse exportar carne fresca para os Estados Unidos, o que se concretizou em setembro do ano passado. No total, 15 plantas frigoríficas exportavam carne in natura para os Estados Unidos e acumularam, de janeiro a maio, US$ 49 milhões com esse comércio.

Vacinação contra a febre aftosa

Para o ministério, os problemas comunicados pelo governo norte-americano são decorrentes da vacinação contra a febre aftosa, o que poderia causar inflamações. A aparência fica comprometida, segundo o ministério, mas o produto não oferece nenhum risco à saúde.

O Brasil exporta para os Estados Unidos a parte dianteira inteira do boi, local onde o gado recebe a vacina contra a febre aftosa. Mesmo que não esteja aparente, alguma inflamação pode ser detectada quando a peça é cortada.

Para solucionar a questão, o Ministério da Agricultura determinou que os frigoríficos brasileiros passassem a exportar para os Estados Unidos carnes in natura de cortes dianteiros apenas na forma de recortes, cubos, iscas ou tiras, o que permitiria a retirada dessas partes.

Seis entidades do agronegócio propuseram outra solução: pediram ao governo federal, nesta semana, uma mudança na composição da vacina contra febre aftosa aplicada em todo rebanho bovino. A alteração seria necessária para evitar esses abscessos. O ministério já havia anunciado que investigaria os lotes de vacinas contra febre aftosa aplicadas nos animais.

(Fonte: Agência Brasil)

 
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