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Vice-presidente da Samsung é preso por corrupção

Justiça acredita que o suborno de Lee foi realizado para garantir sua liderança na empresa
Postado em 17/02/2017 | 11:00
Empresário pode ficar preso por 20 dias antes de ser indiciado (Foto: reprodução Internet)

O vice-presidente e herdeiro da multinacional Samsung, Lee Jae-Yong, foi preso nesta quinta-feira (16), acusado de corrupção, fraude e perjúrio no caso da "Rasputina", segundo informou a agência sul-coreana "Yonhap". A prisão ocorreu com autorização do Tribunal do Distrito Central, após o empresário prestar novo depoimento.

Lee Jae-Yong poderá ficar preso por 20 dias, antes de ser indiciado formalmente.

De acordo com as investigações, o empresário, chefe do maior conglomerado empresarial sul-coreano, teria pago US$ 36,42 milhões para organizações ligadas a Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina sul-coreana", e amiga da presidente afastada da Coreia do Sul, Park Geun-hye, que é o centro do escândalo no país.

A justiça acredita que o suborno de Lee foi realizado para garantir sua liderança na Samsung e a controversa fusão entre a companhia e a Cheil Industries Inc. de US$8 milhões apoiada pela National Pension Service (NPS) em 2015.

Os promotores que trabalham no caso de corrupção que causou o afastamento de Park, pediram na última terça-feira (14) uma ordem de prisão contra Lee, depois que um tribunal local rejeitou uma solicitação prévia no mês passado.

Na manhã desta quinta-feira, Lee se apresentou ao tribunal e prestou novo depoimento. A justiça havia argumentado que não conseguiu esclarecer se as doações foram feitas como parte de uma cadeia de favores.

Além do crime de suborno, a promotoria acusa o empresário, de 48 anos, de peculato e perjúrio, por ter dado várias versões em seus depoimentos.

Histórico

O escândalo de corrupção na Coreia do Sul está concentrado em Choi Soon-sil, que é acusada de ter interferido em assuntos oficiais sem possuir cargo no governo e de ter aproveitado dessa influência e da amizade com a presidente Park para embolsar grandes quantias de dinheiro de companhias e conglomerados da Coreia do Sul, como Samsung, Hyundai e LG, que pagaram milhões de dólares de suborno através de fundações privadas criadas por ela.

Segundo as investigações, Choi e Park teriam dividido entre si os lucros dos subornos conseguidos. O caso explodiu no país asiático de tal maneira que, em dezembro do ano passado, o seu Parlamento decidiu aprovar o impeachment da presidente, que atualmente está afastada.

(Fonte: Agência Ansa)

 
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