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Presídios cearenses estão em estado de alerta

Setores dos serviços de inteligência do governo federal classificam como tensa a rotina nos presídios do Ceará e de outros 4 estados
Postado em 10/01/2017 | 19:04

As unidades prisionais do Ceará vivem um momento de tensão. A realidade, no entanto, não é nova, mas já de muito tempo.

Os detentos que não escolhem qual facção criminosa servir estariam sendo obrigados a ingerir um coquetel de drogas, e esse teria sido o motivo da morte de dois presos , no último sábado (6), segundo o defensor público, Emerson Castelo Branco, do Núcleo de Assistência aos Presos Provisórios de Defensoria Pública do Estado.

A cada dia a situação nas penitenciárias está mais tensa, após transferências de presos na última semana e das três mortes registradas nos presídios só este ano, familiares de presidiários fizeram protestos em frente às unidades reivindicando segurança para os presos. 

Setores dos serviços de inteligência do próprio governo federal classificam como tensa a rotina nos presídios em cinco estados brasileiros. Além do Ceará, Mato Grosso, Sergipe, Rondônia e Piauí estão com risco eminente de uma grande rebelião.

A População carcerária do Ceará hoje tem aproximadamente 25 mil presos e apenas 2.147 agentes penitenciários divididos entre as penitenciárias e as cadeias públicas, em regime de plantão de 24 por 72 horas.

Basta um cálculo rápido pra perceber que a média é de um agente penitenciário para 270 presos. Um efetivo muito pequeno para um sistema penitenciário tão complicado. Uma situação caracterizada por esses profissionais como insustentável.

O defensor público acredita que a nova secretária de justiça, socorro França, empossada nesta terça-feira (10) é uma esperança para que sejam apontadas saídas para este caos e evitar casos parecidos com os registrados no Amazonas e em Roraima recentemente. 

 

 
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