ESPORTES | LUTAS

Mestre de MMA fala sobre possível retorno de atividades

STF determinou que estados e municípios são responsáveis pela reabertura dos serviços
Postado em 19/05/2020 | 20:36
Foto: Divulgação

Desde o avanço da pandemia do Coronavírus no Brasil, vários setores do comércio vêm sofrendo com as portas fechadas, sem receber seus clientes e consequentemente sem faturamento. E entre eles estão muitas academias de artes marciais espalhadas pelo país. O setor, que vem crescendo a cada ano e ganhando novos adeptos em todas as regiões, hoje enfrenta uma rotina diferente, com treinos à distância e sem data prevista para voltar à normalidade.

Para um dos precursores das artes marciais no Brasil e grande referência do esporte a nível mundial, o grão-mestre brasileiro Evilázio Feitoza, professor da academia Fighter Sports, em Nova Iorque, as atividades podem ser retomadas nos estabelecimentos brasileiros, desde que adotem os cuidados necessários. “A prática de esportes é de fundamental importância, pois fortalece órgãos como pulmões e coração, mas os cuidados nesse período são extremamente necessários. As atividades podem muito bem serem realizadas em lugares com maior ventilação, respeitando o distanciamento com treinos individuais, sem contato físico e a higiene dos equipamentos devem ser rígidas, antes e principalmente depois do uso, além do acompanhamento dos professores”, disse o mestre.

Ao traçar um paralelo com os Estados Unidos, Evilázio lamenta a grande diferença social e falta de planejamento por parte das autoridades, já que o setor, assim como tantos, luta para sobreviver em tempos de pandemia. “É muito diferente, pois aqui (nos Estados Unidos) o governo te dá mais condições e oportunidades para que a pessoa possa ficar em casa, de fato, e respeitar o isolamento social, o que é bem diferente do Brasil, mas acredito que as academias de luta podem se unir e traçar um plano para a retomada de suas atividades com total responsabilidade”.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro incluiu as academias entre atividades essenciais, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que governos estaduais e prefeituras sejam responsáveis pela decisão em reabrir o referido setor. Enquanto segue o impasse sobre a reabertura das academias no Brasil, assim como outros setores da economia, Evilázio torce para que políticas públicas sejam postas em prática para salvar os milhares de empresários e praticantes das artes marciais no seu país de origem.

“Temos vários nomes consagrados nas artes marciais mistas, como Anderson Silva, José Aldo, os irmãos (Rodrigo e Rogério) Minotauro, entre outros, e o prejuízo é enorme, de uma forma geral, com suas academias fechadas e tantas outras em várias cidades do Brasil. Claro que existe a preocupação com o vírus, que é perigoso, mas considero saudável e prudente o retorno das atividades em seus respectivos estabelecimentos, desde que se adequem às novas regras e recomendações das autoridades de saúde”, finalizou o mestre.  

Evilázio Feitoza segue em Long Island, nos Estados Unidos, sede da sua academia, respeitando o isolamento social, mas orientando e conversando diariamente com seus alunos e também professores de artes marciais mistas à distância, respeitando todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 
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