19/06/2020 10:16
Empregabilidade: formação superior garante vantagem no mercado de trabalho

Pesquisa aponta que a chance de desemprego é quase 50% menor para as pessoas com nível superior completo em relação às pessoas com nível fundamental ou médio completos.

Produção industrial em baixa escala, redução de postos de trabalho e situação pandêmica ainda crítica em todo o país. Diante desse contexto, muitos profissionais se questionam diariamente sobre como se manter no emprego atual. E aqueles que estavam em busca de uma recolocação antes do coronavírus também começam a se questionar se ainda terão alguma chance no mercado de trabalho quando a crise passar.  

Em um ambiente de escassez de empregos, ter um diploma de graduação aumenta a chance do profissional ser desejado pelas empresas. Estudo realizado pelo Instituto Semesp, intitulado “Empregabilidade e Ensino Superior em tempos de pandemia”, aponta que a chance de desemprego é quase 50% menor para as pessoas com nível superior completo em relação às pessoas com nível fundamental ou médio completos.

Ou seja, investir em capacitação profissional sempre é um bom caminho para enfrentar contextos de crise, seja para manter-se empregado, seja para conseguir algo assim que o “furacão” passar. Além da troca de experiência com os colegas de turma, mesmo que digital em um primeiro momento, fazer uma graduação traz a vantagem competitiva do conhecimento e oferece novas perspectivas para entender as questões da atualidade.

“As universidades estão sempre na ponta das renovações que acontecem no planeta. Sem dúvida, conseguirão captar da melhor maneira e da forma mais rápida esse novo normal do mundo pós-pandemia. Os alunos que cursarem uma graduação terão essa perspectiva de entender um mundo renovado, que não será o mesmo anteriormente à pandemia. Não há melhor lugar do que você se sintonizar com essa nova realidade dentro do universo acadêmico”, destaca o economista Allisson Martins, professor e coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade de Fortaleza.

Novo perfil profissional

Para o momento atual, a recomendação é resiliência e foco nos estudos, uma vez que a correlação entre educação e empregabilidade vai ser ainda mais intensa no mundo pós-pandemia. “Eu vejo como um ponto que as empresas buscarão no mercado de trabalho: pessoas qualificadas, atualizadas, mas que tenham capacidade de enfrentar momentos adversos extremos, como é o caso atual”, destaca Allisson Martins.

Para o administrador Josimar Costa, professor e coordenador do curso de Administração da Universidade de Fortaleza, nessa pandemia, habilidades que precisavam ser desenvolvidas com certo tempo foram aceleradas emergencialmente para atender às demandas das empresas na crise. Na visão dele, o mundo hoje precisa de líderes empáticos e profissionais que sejam solucionadores de problemas.

“A pandemia acelerou o processo de transformação digital e com ele a necessidade de profissionais com visão ampla dos processos. Com o intermédio da tecnologia, as atividades repetitivas tenderão a desaparecer e as empresas precisarão cada vez mais de analistas que comunguem de visão estratégica e tenha capacidade de liderar e desenvolver equipes multidisciplinares”, reforça o administrador.

No mundo pós-pandemia, criatividade será a base para desenvolver projetos e otimizar processos social e ambientalmente responsáveis que gerem valor para a sociedade. “Com um curso superior, o profissional adquire repertório, vivencia novas experiências e ganha conhecimento. Repertório é fundamental encontrar soluções criativas. Na Universidade, destaco também a oportunidade de criação de redes de relacionamento, que com certeza é um fator potencializador da empregabilidade”, destaca Josimar. 

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