21/10/2019 07:33
Ativista do Instituto Verdeluz vai representar o Ceará em Fórum Global para Jovens Líderes


Foto: Divulgação

Beatriz Azevedo de Araújo, advogada, fundadora e ativista do Instituto Verdeluz, será a única cearense dentre os brasileiros que participarão do One Young World Summit 2019 (Fórum Global para Jovens Líderes) entre os dias 22 a 25 de outubro, em Londres, Reino Unido. Além disso, Beatriz foi a única brasileira dentre os 15 selecionados e mais de 2500 pessoas inscritas na bolsa da Fundação Ambiental da Audi para participar da conferência, juntamente com representantes do México, Suécia, Israel, Ruanda, Nigéria, Finlândia, Canadá, Índia e EUA. As bolsas são voltadas para líderes inspiradores que estão promovendo um futuro em que as pessoas possam habitar nesse planeta.

Esses espaços de interação internacional são muito válidos na visão de Beatriz que vai “levar a experiência do Instituto Verdeluz e me conectar com outras pessoas que estão promovendo impacto positivo mundo afora. A importância da participação de uma mulher cearense é levar para lá e compartilhar nossa realidade e experiência, eu sou a única cearense na Conferência. Nesses espaços de articulação internacional, sempre é difícil encontrar pessoas que venham da realidade do Nordeste e nós somos uma região que já é super impactada pelos problemas ecológicos globais.”.

Fundadora do Instituto Verdeluz, Beatriz também ressalta os problemas do Nordeste, como o aparecimento de diversas machas de óleo em praias nordestinas, desde o fim de agosto e início de setembro. “Recentemente a gente teve o impacto de um derramamento de petróleo no litoral, além disso, já sofremos com seca, poluição das nossas praias com lixo internacional, vamos sofrer vários impactos da crise climática, como elevação do nível do mar, dentre outros. Assim, é muito importante que nossa realidade também seja ouvida nesses espaços que reúnem lideranças globais, senão as discussões serão incompletas, pois uma grande parcela do que é o Brasil nunca é representada” avalia.

A ativista reconhece com orgulho o potencial inovador do Estado do Ceará: “Além disso, nós somos muito bons em propor soluções criativas para os principais problemas globais, somos uma terra de gente muito inteligente e inventiva, então, ir para uma conferência dessas para mostrar o que temos feito aqui e que tem dado certo é uma oportunidade de mostrar para o mundo que estamos realmente na liderança da sustentabilidade”. Instituto Verdeluz.

O Instituto Verdeluz nasceu em 2013 como projeto de extensão de um grupo de alunas da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC). A ideia era aliar meio ambiente e ação social através da educação ambiental para crianças. Para tornar esse sonho possível e realizável, o projeto saiu da Universidade e foi para a rua, com a primeira intervenção na Associação Boca do Golfinho, no antigo bairro de pescadores do Serviluz, em Fortaleza. Com o crescimento das atividades, a entidade tornou-se uma organização sem fins lucrativos (ONG) em 2015. A missão do Instituto é reconectar pessoas com a natureza por meio da educação, ativismo e conservação ambientais.

O Verdeluz já envolveu mais de 10.000 pessoas em suas ações, além de participar dos conselhos gestores de unidades de conservação, totalizando mais de 9.200 hectares de áreas protegidas. Também já foram registrados 75 ninhos de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção em nossa cidade, contribuindo para sua preservação. Em 6 anos de atividades, conta hoje com cerca de 100 voluntários ativos distribuídos entre 4 projetos atuantes e setores administrativos. Atualmente, a ONG é referência em educação ambiental, ativismo e conservação de tartarugas marinhas em Fortaleza. Beatriz fala como o trabalho coletivo do Verdeluz tem impactado a realidade em que vivemos: “Eu me sinto muito privilegiada de ter acesso a uma oportunidade como essas, porque o Verdeluz sempre foi um trabalho coletivo, somos mais de 100 voluntários, então, na realidade, isso é uma conquista de muita gente e poder representar essa galera é simplesmente incrível, porque são as melhores pessoas que conheço. Eu fiquei sabendo da oportunidade através do grupo de ex-bolsistas do Departamento de Estado dos EUA, porque em 2018, também fui selecionada para representar o Verdeluz em um programa que se chama Jovens Líderes das Américas, que reuniu jovens empreendedores da América Latina e Caribe que foram fazer um estágio nos EUA para se capacitarem e promoverem mais impacto com suas iniciativas”.

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